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Edição quinta-feira Nº 3764 - maio



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Minério de ferro também em Salinas

Alem de Rio Pardo, Grao Mogol e Riacho dos Machados, Salinas tambem e apontada como uma possivel cidade a ser explorada por empresas mineradoras estrangeiras




O prefeito de Salinas, José Prates (PTB), revelou que a o subsolo da cidade norte-mineira também é rica em minério de ferro.

Segundo ele, o teor ferrífero de jazida seria de 30% na conhecida capital mundial da cachaça, enquanto em todo o território norte-mineiro, envolvendo as regiões de Grão Mogol, Rio Pardo de Minas e Riacho dos Machados, o ferro ocuparia uma quantidade de 20 bilhões de toneladas.

A descoberta desta riqueza regional chamou atenção de empresas mineradoras estrangeiras – Minas Bahia (Mib), Sul-Americana (Sam), Gold Carpation e Vale – como mostrado na reportagem “De chinelos a barras de ouro” da última edição da revista Tempo.

As empresas estão pesquisando o minério nas regiões de Rio Pardo, Grão Mogol e Riacho dos Machados, onde, em breve, irão iniciar o processo de exploração e extração do minério de ferro e ouro, como o caso de Riacho dos machados. No entanto, um impasse entre as empresas e as Prefeituras ainda não foi resolvido. As mineradoras querem transportar a matéria prima através mineroduto: uma forma de transporte por canais subterrâneos que liga a região mineira até o porto de Ilhéus. Para elas, este meio é mais rápido e barato.

Por outro lado, o mineroduto não é nada conveniente para o estado. Causa degradação ambiental e utiliza muita água para que seja realizado o envio do ferro. Portanto, a sugestão dos prefeitos é que seja construída uma linha férrea para a execução do serviço, o que necessita de mais tempo e dinheiro.

Embora o prefeito salinense, Zé Prates, reconheça que a exploração pode trazer benefícios para a região, ele também salienta que as empresas mineradoras podem deixar um grande problema ambiental como herança. “A riqueza do subsolo brasileiro pertence ao povo e em seu interesse deve ser explorada. Assim, a utilização de recursos públicos neste investimento deve ser visando, prioritariamente, o desenvolvimento regional e a elevação da condição de vida do povo”, avisa Prates.

Segundo ele, o governo do estado tem o dever de estudar o caso da exploração de empresas estrangeiras de uma forma que traga benefício a todos. “O Estado de Minas Gerais, em parceria com as empresas mineradoras, deverá patrocinar a elaboração de um plano diretor regional de desenvolvimento sustentável, com foco na mineração, contemplando a construção de ferrovia, porto seco, qualificação de recursos humanos, e a implantação de usinas de beneficiamento do minério em diversas formas, planejamento territorial sustentável quanto ao uso e ocupação do solo e parceria para sustentação dos impactos na saúde, na educação e segurança pública”, finaliza.

As recentes de descobertas do potencial do subsolo do Norte de Minas, com destaque para o que seriam imensas reservas de ferro e gás natural, principalmente, tem atraído a atenção de investidores, inclusive estrangeiros, para a vasta extensão do território mineiro. No entanto há o cuidado com proximidade de inédito ciclo econômico que seria a redenção da região, sabidamente uma das pobres do Estado e do país.

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