Codema tenta atrair associações para projetos ambientais

A reunião do Codema

O Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente de Montes Claros apresentou, ontem de manhã, para os dirigentes das associações rurais a proposta de aplicação de R$500 mil em projetos ambientais, que devem ser apresentados até o dia 11 de fevereiro. O presidente do Codema, Paulo Ribeiro, que é secretário municipal de Meio Ambiente explica que no ano de 2018, dos R$200 mil disponibilizados, sobraram R$50 mil por falta de projetos. Por isso, a mobilização com mais de 40 entidades rurais, visando garantir a maior quantidade de projetos. O evento foi realizado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e ocorreu na sede da Casa da Cidadania.

O chamamento público tem pode financiar R$10 mil, R$25 mil ou R$200 mil, desde que siga os eixos temáticos como Educação ambiental e agricultura urbana, Gestão de resíduos sólidos, Revitalização de microbacias hidrográficas, preservação e revitalização de recursos hídricos, Pesquisa e desenvolvimento ambiental, Fortalecimento o estímulo à produção e ao consumo de produtos locais, orgânicos, sobretudo, da agricultura familiar.  Preservação, recuperação, implantação e ampliação de arborização urbana e de áreas verdes. Mobilidade urbana e Patrimônio histórico, cultural, turísticos e paisagísticos.

O secretário afirma que objetivo é estimular projetos de temática ambiental que privilegiem a preservação e conservação do meio ambiente, a educação ambiental e a promoção do desenvolvimento sustentável e, assim, contribuam com a melhoria ambiental, sustentabilidade e, consequentemente, com a qualidade de vida da população do município. As inscrições de projetos podem ser realizadas até o dia 11 de fevereiro, pessoalmente, na sede do CODEMA.

O aposentado Valdomiro Barbosa de Oliveira, presidente da Associação dos Moradores de Santa Rita de Cassia, que fica na região do Pentáurea, foi na reunião interessado em apresentar um projeto de armazenamento de água para atender as 100 pessoas que residem na área. Ele lembra que em 1991 esteve na Índia e conheceu o processo de pequenos barramentos a 500 metros de distancia um do outro e que permite perenizar os rios. Tentou fazer uma iniciativa dessa, mas acabou multado pelo Ibama e desde novembro de 2017 propôs ao IGAM um projeto piloto na comunidade, mas sem sucesso.

Valdomiro Oliveira com o secretário do Conselho, Ademilson Leite