Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte discute setor

“Nós vamos defender fortemente o crescimento da bovinocultura
de corte brasileira para que possamos alcançar novos mercados e mostrar
para o mundo inteiro que a pecuária é sustentável
e a carne produzida no Brasil possui grande qualidade”

A Comissão Nacional da Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve reunida na última semana, em Uberaba. Um dos temas debatidos durante o encontro foi a proposta do setor produtivo para a classificação e tipificação de carcaças bovinas, apresentada pelo coordenador do Grupo Técnico de Defesa Sanitária da CNA, Décio Coutinho. A proposta foi desenvolvida pelo grupo de trabalho da Comissão da CNA, em conjunto com a Abiec, Abrafrigo, associações representativas dos criadores das raças Angus e Nelore, Assocon, USP e Unicamp.

O presidente da Comissão de Bovinocultura de Corte, Antônio Pitangui de Salvo, destacou a competitividade do setor. “Nós vamos defender fortemente o crescimento da bovinocultura de corte brasileira para que possamos alcançar novos mercados e mostrar para o mundo inteiro que a pecuária é sustentável e a carne produzida no Brasil possui grande qualidade”.

O publicitário Nizan Guanaes falou com os integrantes da Comissão de Pecuária por videoconferência, e afirmou que o setor agropecuário precisa contar suas histórias de sucesso para o Brasil e para o mundo. O presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Ricardo Laughton, também esteve no evento para o encontro nacional. Ele aproveitou a oportunidade para falar sobre os programas que já são sucesso na nossa região, como é o caso do Forrageiras para o Semiárido e o movimento pela segurança no campo. "Este é um momento oportuno para falarmos, também, sobre o Fundo de Defesa Sanitária (Fundesa) de Minas Gerais, projeto consolidado recentemente, após 20 anos de negociação. Ele ajudará a garantir a sanidade dos rebanhos e controlar possíveis epidemias", afirmou.

O Fundesa foi criado pelas cadeias de produção e genética da Avicultura, Suinocultura, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite, que tem por finalidade complementar ações de desenvolvimento e defesa sanitária animal em Minas Gerais. "Além da oferta de recursos em tempo hábil em casos de epidemias, a criação do fundo privado assegura a sanidade estadual, o que também é reconhecido no mercado internacional. É uma demanda antiga do setor e foi trabalhado ao longo de vários anos, envolvendo produtores e indústria", explica Laughton, que também preside o Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros e é vice-presidente da FAEMG.