Norte de Minas reforça cobertura vacinal contra a febre amarela

Encontro reuniu da Comissão Intergestores Regional (CIR) e
da Comissão Intergestores da Região Ampliada de
Saúde do Norte de Minas (CIRA

Em 37 municípios da região, o índice de cobertura vacinal está abaixo do percentual definido pelo Ministério da Saúde

 

 

Durante a primeira reunião do ano, da Comissão Intergestores Regional (CIR) e da Comissão Intergestores da Região Ampliada de Saúde do Norte de Minas (CIRA), realizada nessa quarta-feira (7), a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS) reforçou a importância dos municípios intensificarem as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, bem como o aumento da cobertura da vacina contra febre amarela. O encontro foi realizado no auditório do Hospital Universitário Clemente de Faria e envolveu a participação de gestores de municípios que integram as áreas de atuação da SRS de Montes Claros e as gerências regionais de saúde de Januária e Pirapora.

Em sua fala, a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador, Josianne Dias Gusmão lembrou que o período de dezembro a maio é a época do ano considerada de alta  transmissão de doenças transmitidas pelo Aedes, entre elas dengue, febre chikungunya e zika vírus. Daí a necessidade dos municípios reforçarem os trabalhos de vigilância envolvendo os mais diversos setores das prefeituras.

De acordo com Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e Levantamento de Índice Amostral (LIA) realizado em janeiro deste ano, na região ampliada de saúde do Norte de Minas 27 municípios apresentam índice de infestação do mosquito acima de 3,9%, o que coloca em risco a ocorrência de surtos de doenças transmitidas pelo Aedes. Já outros 43 municípios estão em situação de alerta por apresentarem índices de infestação do Aedes Aegypti superior a 1%.

Conforme dados repassados pelos municípios ao Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, neste ano já foram notificados 82 casos prováveis de dengue. Desse total apenas um caso foi confirmado no município de Nova Porteirinha.

Além de Montes Claros, outros municípios estão em situação de risco para ocorrência de surtos de doenças transmitidas pelo Aedes são: Bocaiúva, Capitão Enéas, Coração de Jesus, Espinosa, Francisco Sá, Lagoa dos Patos, Mamonas, Monte Azul, Padre Carvalho, Rubelita, São João da Lagoa, São João do Pacuí, São João do Paraíso, Taiobeiras, Brasília de Minas, Ibiracatu, Icaraí, Itacarambi, Lontra, Montalvânia, Pedras de Maria da Cruz, Varzelândia, Buritizeiro, Lassance, Várzea da Palma e Ibiaí.

Para manter o controle dos índices de infestação nas cidades que fazem parte da área de atual da superintendência, o órgão definiu que toda segunda-feira os municípios devem enviar à SRS, dados dos casos prováveis das doenças transmitidas pelo Aedes. Com base nessas informações, nas localidades onde esteja ocorrendo alta taxa de incidência, o órgão busca ter condições de avaliar quais medidas serão adotadas visando conter a proliferação dos focos do Aedes.

 

Superintendência está preocupada com risco de surto

Durante a reunião com os gestores de saúde do Norte de Minas, Josianne Gusmão reforçou a necessidade das secretarias municipais de saúde realizar a busca ativa da população ainda não vacinada contra a febre amarela. Em 37 municípios do Norte de Minas o índice de cobertura vacinal está abaixo de 95%, percentual preconizado pelo Ministério da Saúde.

A Superintendência Regional de Saúde informou que dispõe de 11,6 mil doses de vacina em estoque e, em caso de necessidade, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) terá condições de atender possível aumento de demanda por parte dos municípios.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela SES-MG a maior incidência de casos de febre amarela envolve pessoas que estão na faixa etária entre 20 a 60 anos, constituída em sua grande maioria por homens que não tem o hábito de procurar atendimento médico com regularidade.

Por isso, lembrou Josianne Gusmão, “a busca ativa da população ainda não vacinada é fundamental para evitar a ocorrência de surtos da febre amarela visto que, além de 2017, neste ano já foi notificada a ocorrência de morte de primatas não humanos em sete municípios do Norte de Minas, o que pode ser indicio de que o vírus da doença está circulando na região”, finalizou. Com informações da SRS.