Pequenos produtores da Serra Geral recebem apoio

O queijo produzido em Porteirinha, no Norte de Minas, é um dos mais conceituados do estado. Na região da Serra Geral, vários produtores não só de queijo, mas também de requeijão, ovos, frango caipira, linguiça e mel, precisam comercializar seus produtos, porém, como ainda não possuem o selo ficam impedidos de vender para outros municípios.

Para apoiar esses produtores, uma parceria entre o Sebrae Minas e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável União da Serra Geral trabalha na criação de estratégias para a melhoria da qualidade da produção. O objetivo é que sejam regulamentadas as leis municipais que criaram o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para que os produtores possam comercializar seus produtos em todos os 15 munícipios que integram a Serra Geral e, futuramente, em todo território nacional.

O superintendente do consórcio, Horácio Cristo Barbosa, explica que a iniciativa vem desde 2014 e tem avançado. “O queijo da região sempre teve sua qualidade, mas era preciso melhorar muitas questões. Atendendo uma solicitação do Ministério Público de Defesa do Consumidor, os produtores de Porteirinha tiveram que se adequar a questões como higiene e qualidade. Para isso, o município criou o Selo de Inspeção Municipal. Desde então, o Ministério Público é um parceiro que vem nos orientando na padronização da qualidade e melhoria dos produtos da região da Serra Geral”, diz.

Horácio destaca ainda que foi criado um regulamento em que os produtores precisam atender várias exigências, como higiene, qualidade e padronização, entre outros. “Estamos cadastrando produtores e realizando visitas aos empreendimentos para levar orientações sobre essas exigências e mostrar a eles que é possível ter produtos com qualidade. Temos um veterinário que, em conjunto com os técnicos do SIM dos municípios, passa todas as orientações sobre o manejo correto dos produtos. Essa conquista do selo do IMA pela queijaria Rubi é um estímulo aos demais produtores da região”, salienta.

 

Adaptação

 

Produtor de linguiça artesanal em Espinosa, João Carlos Oliveira diz que as orientações são importantes para estruturar seu negócio. “No início, até pensei que seria mais complicado, mas percebi que são explicações importantes, no sentido de a gente ter melhor organização e higiene no manuseio dos produtos. Com essas adequações, fica melhor para a gente trabalhar e também para vender.  Queremos que tudo seja regulamentado para podermos aumentar nossas vendas em toda a região e ainda poder gerar emprego para as pessoas”, reforça.

O Sebrae Minas é uma das entidades apoiadoras dos pequenos produtores da região da Serra Geral. “Cumprindo nosso papel de apoiar os pequenos negócios, levamos os produtores a várias visitas técnicas a outros produtores do estado. Oferecemos cursos, capacitações e orientações de gestão, marketing e outras áreas. Continuamos apoiando por meio dessa parceria com o consórcio, para que os demais possam melhorar e comercializar seus produtos em toda a região”, enfatiza o analista do Sebrae Minas Jadilson Borges.

Além do Sebrae Minas, o Consorcio intermunicipal trabalha em conjunto com: Senar, Aciport, Associação dos Produtores de Queijo Artesanal da Serra Geral (Aproqueijo), Emater, IMA, Ministério Público de Defesa do Consumidor/Procon, entre outros.  Os municípios que integram o consórcio União da Serra Geral são: Janaúba, Porteirinha, Jaíba, Espinosa, Pai Pedro, Matias Cardoso, Verdelândia, Nova Porteirinha, Riacho dos Machados, Gameleiras, Mamonas, Montes Azul, Catuti, Mato Verde e Serranópolis de Minas.

Objetivo é que produtores de queijo e outras iguarias possam comercializar seus produtos nos 15 municípios da região