Seca prejudica safra do pequi e óleo sobre de preço

O show da noite

A seca que afeta o Norte de Minas está afetando a safra do pequi e permitindo que as pragas que atacam essa cultura se propaguem, conforme alerta do professor e pesquisador Teddy Marques, do Instituto de Ciências Agrárias do Norte de Minas. O lado positivo é que isso aumentou o preço do óleo de pequi que saiu de R$ 10,00 a R$ 15,00 para R$ 20,00 a R$ 30,00 o litro o produtor. No sábado, durante a Festa Nacional do Pequi o assunto foi discutido em seminário realizado no Centro Cultural. O pesquisador salientou que a crise hídrica é o maior problema atual do Norte de Minas, pois com a pouca chuva matou os pequizeiros ou a deixou fragilizada para os ataques de pragas, como o besouro que ataca a arvore.

Durante a Festa Nacional do Pequi a UFMG montou estande na praça da Matriz com suas pesquisas sobre o pequi e fruto do Cerrado. Teddy Marques explica que a safra 2018/2019 teve melhores resultados em relação aos últimos anos, por causa das boas chuvas. Porém descarta qualquer possibilidade de começar a produção do super pequi geneticamente modificado, pois afirma que isso demorará uns sete anos. A luta agora é para fechar a cadeia produtiva, visando fechar todos os elos, com as cooperativas de extrativismo. Ele reforça a importância de valorização dos frutos do Cerrado, que tem papel importante na economia do Norte de Minas.

No sábado, a parte de shows da Festa Nacional do Pequi teve como destaque o show da banda Daqui, que tocou repertorio típico dessa festa. Depois veio o show de Tino Gomes, que inovou com samba e músicas regionais. Um dos grandes problemas constatado foi o alto valor cobrado para o arroz com pequi para quem utilizava as mesas e cadeiras espalhadas na praça. Apesar de o preço estar de R$ 10,00 a R$ 20,00 para a porção, quem pedia aos garçons para servir, chegavam a pagar o dobro. A Prefeitura anunciou que buscará um acordo com os barraqueiros para melhorar o preço.

MANIFESTAÇÃO | O Sindicato dos Professores Municipais (Sind-Educamoc) aproveitou a realização da Festa Nacional do Pequi para realizar protesto contra o prefeito Humberto Souto, pedindo o pagamento do salário de dezembro. A assessoria do prefeito informou que ele decidiu solicitar a Justiça a orientação necessária, pois estaria usando os recursos do FUNDEB de 2019 para pagar despesa de 2018.

O protesto dos professores