Adunimontes denuncia rejeição das emendas que afeta Montes Claros

A presidente da instituição, Ana Paula Thé (à esq.)
e a sede da Adunimontes

A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Adunimontes) lamentou a rejeição pela Assembleia Legislativa das emendas 1.030, 1031 e 1.032, que tratavam da destinação de recursos para as universidades Estadual de Montes Claros (Unimontes) e do Estado de Minas Gerais (Uemg), além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A presidente Ana Paula Thé afirma que essa situação exigirá dos professores mais união e adesão à luta pela valorização da categoria e fortalecimento da universidade. Uma das preocupações da categoria é o projeto de reforma da Previdência dos Servidores do Estado, que o governador Romeu Zema anunciou estar pronto para ser enviado à Assembleia, o que poderá ocorrer já em fevereiro, quando os deputados retornam do recesso parlamentar.

“Teremos um ano de muita luta. Além da nossa Previdência, há também a questão do 13º salário, que ainda não foi pago para boa parte dos servidores da Educação. Não aceitaremos essa ‘disonomia’ criada por Zema, que favorece os servidores da segurança pública em detrimento dos demais”, diz a presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Ana Paula Thé. Ela destaca que o primeiro ano do governo Zema foi especialmente negativo para a Educação, onde nem os 25% obrigatórios para a Educação foram investidos. Ficou apenas em 19%. Essa é uma das lutas que os professores da Unimontes travarão em 2020, com a entidade à frente.

“Esse ano foi especialmente difícil, pois nossa categoria e a universidade como um todo fomos vítimas de ataques que comprometeram nossos salários e condições de trabalho e ameaçaram a autonomia da Unimontes”, resume Ana Thé. A professora se refere ao que os educadores públicos classificam de desmantelamento da universidade pública, com o objetivo de privatizá-la. Nessa linha, o governo promoveu uma série de cortes no custeio e investimentos da instituição.

De acordo com ela, apesar dos percalços, a categoria conquistou avanços, como impedir algumas ofensivas da reitoria, como o retorno do Adicional de Dedicação Exclusiva, que havia sido revogado. Flexibilizar a Portaria que estabelecia o Índice de Produtividade (Indprod) - para que os coordenadores de pós-graduação emitam declaração classificando os professores segundo seu desempenho – foi outra vitória, na avaliação da presidente da Adunimontes.

Para 2020, a entidade pretende cobrar o cumprimento do acordo de greve com o Estado, que prevê a implantação do Plano de  Carreira imediatamente após o fim dos impedimentos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF); lutar  pelo pagamento do 13º Salário dos trabalhadores do ensino e pela isonomia entre as categorias; e para garantir a preservação da Unimontes como universidade pública, de qualidade e gratuita.