AMASBE cobra esclarecimentos sobre aumento na tarifa

A Agência Municipal de Água, Saneamento Básico e Esgoto de Montes Claros cobrará esclarecimentos da Copasa e da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (ARSAE) sobre o novo aumento da tarifa de água e esgoto da cidade, de 8,38%, e que começou a vigorar desde o dia 1º de agosto. O presidente da AMASBE, Guilherme Guimarães Oliveira, explica que, pelo contrato de prorrogação da concessão em Montes Claros, toda vez que houver alteração na tarifa, o município precisa ser comunicado e, pelo que ele tinha conhecimento, isso não tinha ocorrido até ontem (13).

No entanto, na manhã de ontem, o superintendente da Copasa no Norte de Minas, Roberto Luiz Botelho, esclareceu que esse reajuste foi informado diretamente ao gabinete do prefeito Humberto Souto uma semana depois de autorizado. Ele esclareceu ainda que a estatal mineira não foi notificada da decisão do juiz Francisco Lacerda Figueiredo, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Montes Claros, que, no dia 6 de agosto, mandou a Copasa suspender a cobrança do aumento de 8,69%, fixado em 29 de junho de 2017. Porém, apesar da cobrança ter sido considerada ilegal durante dois anos e um mês, o juiz mandou suspender referente a março deste ano.

Na Câmara Municipal os vereadores reclamaram desse novo reajuste da tarifa de água e esgoto de Montes Claros e pediram providências ao prefeito Humberto Souto para impedir que ele entre em vigor. O vereador Edmilson Magalhães leu a reportagem do GAZETA, na qual a Justiça mandou retirar das contas de água o reajuste fixado em 2017, e explica que os impactos começaram a aparecer. Ontem de manhã o presidente da AMASBE, Guilherme Guimarães, informou que acionará a Copasa para saber como foi esse reajuste e quais medidas deverão ser adotadas.