Concurso público ofertará 1.849 vagas em Montes Claros

O secretário Claudio Rodrigues com a diretoria do Sindicato
dos Servidores

O concurso público da Prefeitura de  Montes Claros oferecerá 1.849 vagas em 15 áreas, conforme dados apresentados ontem de manhã pelo secretário municipal de Gestão e Planejamento, Cláudio Rodrigues de Jesus, durante audiência pública realizada pela Comissão de Finanças da Câmara Municipal e que não despertou tanto interesse, pois na hora marcada tinha apenas cinco pessoas no plenário. A área de educação oferece 1.082 vagas, sendo 300 delas de auxiliar de docência, que são pessoas contratadas para trabalhar com alunos especiais. O projeto deverá ser votado na reunião do dia 18 de setembro. As provas deverão ser aplicadas em outubro, com previsão de atrair 30 mil candidatos.

Além das 1.082 vagas na educação, são ofertadas, serão 100 de assistentes sociais, 74 de psicólogos, 89 de motoristas, 13 de médicos especialistas, 40 de cantineiras, 82 de enfermeiros, 64 de farmacêuticos, 30 de fisioterapeutas, 10 fonoaudiólogo, 77 de nutricionista, 10 de pedagogos. 58 de assistentes administrativos, 20 de educadores/cuidadores e 70 de técnicos em enfermagem. O secretário Claudio Rodrigues informou que ainda estão sendo transformadas 30 coordenadorias do CRAS, CREAS e Centro Pop em cargos da Prefeitura, pois até então estavam como dos programas sociais. Serão criadas três diretorias, duas delas para executar e fiscalizar as obras municipais e uma diretoria de epidemiologia na saúde.

A presidente do Sindicato dos Professores da Educação Municipal, Iara Pimentel lamentou que o Conselho Municipal de Educação não tenha sido convidado para participar da audiência publica e lembrou que o setor de concurso ficou 10 anos sem qualquer concurso e a consequência é que 600 dos aprovados em 1991 e 1992 já estão se aposentando. Ela pediu que a escolha dos diretores das escolas seja por eleição, assim como Montes Claros pague o piso nacional de ensino.

O presidente da Associação dos Servidores Municipais, Hernane Azevedo, lamentou que os novos aprovados no concurso estejam sendo prejudicados em relação aos efetivos mais antigos, pois não terão direito a biênios e quinquênios, ou seja, sem poder agregar nenhum benefício no seu salário. Lembrou que a realização do concurso público fortalecerá o Instituto de Previdência dos Servidores, que está em crise.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Flávio Oliva, afirma que a entidade tem cobrado a realização do concurso desde o ano passado, pois Montes Claros gasta demais pagando ao INSS com a previdência dos seus contratados e, com isso, o Prevmoc sofre com a situação de crise. Ele lembra que na primeira mobilização, se pedia 312 vagas na educação, assim como o plano de cargos e salários está na Procuradoria Jurídica desde outubro do ano passado, sem qualquer manifestação. O sindicalista Vitor Lenoir lamenta que esteja se discutindo o Prevmoc, quando o assunto em debate é o concurso público. (GA)

Vitor Leonoir reclamou do desvio do objetivo