Deputado Delegado critica mudança na Codevasf

O deputado federal Marcelo Freitas

 

O deputado federal Marcelo Freitas, que é delegado da Polícia Federal, divulgou nota pública sobre a mudança realizada na superintendência estadual da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), sediada em Montes Claros, onde o seu indicado  George Fernando Lucílio de Britto foi substituído por Marco Antônio Graça Câmara "Marcão do DNOCS". Marcelo Freitas esclarece que a  indicação de Fernando Britto seguiu à risca o que foi apregoado pelo atual governo, quando da campanha eleitoral, sendo chancelada por praticamente todas as entidades de classe do Norte de Minas e pela Bancada mineira no Congresso Nacional e o então superintendente, Fernando Brito, é funcionário público estável e sempre exerceu suas atividades na própria CODEVASF.

Segundo ele,  para acabar com a corrupção sistêmica e institucionalizada em nosso país, precisamos efetivamente mudar o sistema e no Brasil, como se viu em gestões anteriores, as instituições não funcionaram satisfatoriamente porque políticos colocaram em cargos comissionados pessoas sem qualquer preparação, com lastro exclusivamente em critérios partidários, a fim de simplesmente executar suas ordens, não raras vezes ilegais, antiéticas e imorais.

“O mais triste é que quanto mais indicados corruptos um político tem, mais dinheiro ele ganha de caixa dois de campanha e maior a chance dele se reeleger, eleger seus comparsas ou parentes próximos, como se a política fosse algo hereditário ou uma espécie de compadrio”.

Para o deputado, “o resultado desse estado de coisas, que perdura no atual governo, resulta em uma nação pesada, incompetente e corrupta, onde os piores políticos sempre se reelegem. Reflita: uma pessoa indicada por políticos inescrupulosos a um cargo de livre provimento e exoneração lhe dá o que uma pessoa concursada não lhe dá: o cumprimento de ordens, cegamente, por medo de perder o cargo, se não o fizer. Pessoas selecionadas, concursadas, são sempre malditas pelos políticos tradicionais, pois têm a segurança de poder dizer "não, não vou obedecer esta ordem ilegal." E esta é a única coisa que distingue um funcionário público estável de um indicado politicamente: a segurança de poder se negar a obedecer ordens manifestamente ilegais”.

Ainda na nota, o deputado federal anunciou que “seguiremos cumprindo à risca o que nos levou ao transitório exercício da função política.  Como Delegado Federal, Classe Especial, último estágio, ocupante de carreira típica de Estado, integrante de lista tríplice para assumir a Direção Geral da PF, jamais mudarei as minhas convicções em favor de quem quer que seja! Não existe absolutamente ninguém que detenha o monopólio do erro. Lado outro, não há força humana apta a assenhorear-se da verdade.  Desejo sucesso ao Engenheiro Fernando Britto em sua carreira, sorte ao empresário/político Marco Câmara em sua transitória função e luz ao atual governo para que reencontre o discernimento necessário para seguir apenas e tão somente o bom, o justo e o correto” - conclui.