Direitos Humanos apura denúncia de racismo na Unimontes

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais apura, nesta quarta-feira (13) de manhã, a denúncia do professor Anelito de Oliveira de racismo institucional de que tem sido vítima na Universidade Estadual de Montes Claros há vários anos e que culminou em sua demissão arbitrária, no último dia 21 de fevereiro.

O acusante participa da reunião,  às 10h. "O racismo institucional é a forma mais traumática de racismo, cujas objetivação e comprovação não são fáceis porque as instituições se colocam acima do bem e do mal, rechaçam quaisquer acusações com o amparo de todo um ordenamento jurídico autoritário” – alega o professor. Ele será instigado a apresentar subsídios sobre duas denúncias. A Unimontes, através de nota de esclarecimentos, nega as acusações do professor.

Desde o ano passado que Anelito de Oliveira vem denunciando o racismo institucional na Unimontes, quando publicou, em seu perfil no Facebook, texto em que responsabilizou a instituição pela morte do professor negro Flávio José Gonçalves, argumentando que este entrou em depressão depois de ter sido excluído do seu departamento, por razões evidentemente raciais, ponto de vista compartilhado também por outro professor negro da instituição, o psicólogo Antônio Carlos Ferreira.

Ainda segundo o professor, o seu depoimento nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa de MG será o início de uma luta no âmbito legislativo contra um tipo de crime letal que só pode ser provado a partir da narrativa das vítimas, dos sujeitos negros e negras que sofrem ou sofreram suas consequências: hostilidade, descaso, calúnia, difamação, injúria, baixo-estima, bullying, depressão, morte civil e morte física.