Engenheiros reclamam da morosidade do licenciamento ambiental

A morosidade em obter o licenciamento ambiental em Minas Gerais foi um dos pontos discutidos no X Congresso Estadual do CREA-MG, em Montes Claros, quando o secretário municipal de Infraestrutura de Montes Claros, Guilherme Augusto Guimarães Oliveira, lamentou que esse processo fosse complexo por falta de regras e acaba comprometendo várias iniciativas. O evento foi realizado na segunda-feira (10) à noite, na sede regional do CREA, em Montes Claros, e prosseguiu ontem. O secretário municipal debateu com o professor Marcos Fábio Martins de Oliveira as prioridades do Norte de Minas que podem ser abraçadas pela classe dos engenheiros.

O secretário municipal de Infraestrutura de Montes Claros, Guilherme Augusto Guimarães Oliveira, reforçou o pedido para resolver a crise hídrica do Norte de Minas, pois afirma que o problema da água passa pela questão burocrática e isso se evidencia quando as barragens demoram mais de 20 anos para terem soluções. Ele cobrou a criação de planejamento para a situação da água, incluindo o seu reuso. Ele lembrou que é necessário promover a descentralização do desenvolvimento e investimentos da região para outras cidades, pois tudo não pode ficar somente em Montes Claros, que tem de deixar de ser gulosa.

Nesse aspecto, Guilherme Guimarães parabenizou a iniciativa de discutir o revigoramento dos modelos intermodais, com o retorno da Hidrovia do Rio São Francisco, em Pirapora e Januária, e lembrou que Pirapora tem ainda os modelos ferroviários e rodoviários. O ex-presidente do CREA-MG, Marco Tulio Melo, que coordenou as discussões, reforçou que os engenheiros têm de abraçar a causa da seca do Norte de Minas, pois existem soluções viáveis, com o uso de tecnologias, para enfrentar essa situação.