Fiemg comemora 85 anos com Novo Distrito para Moc

O presidente Olavo Machado com Adauto Batista

A Federação das Indústrias de Minas Gerais comemora, na próxima segunda-feira, seus 85 anos de criação e o presidente da Fiemg-Norte, Adauto Batista, entende que Montes Claros tem motivos para comemorar essa data, pois a entidade assegurou a criação do Novo Distrito, além de articular a implantação das fábricas da Eurofarma e da Sanval, que atuam na área de medicamentos. “O presidente Olavo Machado tem dado uma atenção muito grande ao Norte de Minas e foi assim que viabilizamos os Distritos Industriais de Espinosa e Taiobeiras, com seus polos de confecções e, ainda, a certificação do queijo da Serra Geral, que legaliza e abre portas para a produção e comercialização deste queijo do Norte de Minas” – explica Adauto Batista.

A descentralização da Fiemg para as regiões mineiras tem o dedo do Norte de Minas, pois segundo Adauto Batista, surgiu de uma proposta do empresário Luiz de Paula Ferreira, que era vice-presidente da instituição e também presidente do Conselho de Empresários da Área Mineira da Sudene (CEAMS). Ele propôs a criação dos Conselhos Regionais e o então presidente José Alencar implantou a ideia. Depois, o presidente Robson Andrade transformou esses conselhos em 10 regionais, sendo uma delas em Montes Claros, denominada Fiemg-Norte.

A  Fiemg  completa 85 anos de uma trajetória iniciada em 1933, quando um grupo de industriais mineiros criou a primeira entidade de classe com abrangência estadual em defesa do desenvolvimento do setor. Os empresários, liderados por Américo René Giannetti, Alvimar Carneiro de Rezende e Euvaldo Lodi, além de sete sindicatos patronais, 25 empresas, tinham o objetivo de promover o desenvolvimento e a prosperidade de todas as atividades industriais, atuando em prol de seus interesses e, também, dos interesses do país. No dia 12 de fevereiro de 1933 surgiu  a entidade.

O Sistema Fiemg promove o debate de grandes temas nacionais, sobretudo os que têm impacto sobre o desempenho da indústria e das economias mineira e brasileira. A atuação da entidade perpassa temáticas que interferem positivamente na vida de cada cidadão e no desenvolvimento industrial do país, como a aprovação da reforma Trabalhista em 2017 e o atual engajamento para a aprovação da reforma da Previdência neste ano, como exemplos mais recentes. Ao longo de sua história, a Fiemg participou da transformação e evolução da economia mineira. E cresceu com Minas, para apoiar os seus Sindicatos de Indústria – os sete sindicatos da época de sua fundação são hoje 139 e suas empresas associadas saltaram das 25 de 1933 para mais de 64 mil em todo o estado.

A  Fiemg e seus sindicatos oferecem uma gama de serviços técnicos e operacionais para o desenvolvimento empresarial em diversas áreas como Educação; Inovação e Tecnologia; Economia Criativa; Negócios Internacionais; Atração de Investimentos; Competitividade Industrial; Sustentabilidade; Segurança e Saúde no Trabalho e Qualidade de Vida. A história da Fiemg é marcada por grandes desafios e por conquistas igualmente importantes para Minas Gerais. O primeiro deles foi a Assembleia Nacional Constituinte de 1934, que norteou as bases da estrutura sindical brasileira por várias décadas.

De novembro de 1933 a julho de 1934, o Brasil viveu sob a égide da Constituinte encarregada de elaborar a nova Carta Magna do país que substituiria a então Constituição vigente – a de 1891. E a atuação da entidade não poderia ser mais exemplar. Euvaldo Lodi, à época também deputado, foi escolhido por seus pares como relator do capítulo “Da Ordem Econômica e Social”. Como resultado, a promulgação da nova constituição trouxe como consequência a pluralidade e autonomia sindicais.