Justiça manda sequestrar R$64 mi das empresas de Ruy Muniz

A Justiça de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, mandou sequestrar R$64 milhões das empresas do ex-prefeito Ruy Muniz, inclusive do Hospital Mário Ribeiro, e das faculdades sediadas em Montes Claros e em todas as partes do Brasil, como forma de assegurar o pagamento que deve do aluguel do prédio usado pelo Hospital Vita, de Volta Redonda, à Companhia Siderúrgica Nacional. O juiz Roberto Henrique dos Reis mandou fazer o deposito dos valores em juízo. É o segundo caso envolvendo o Grupo Soebras, que está correndo risco de perder o Hospital São Lucas, de Patos de Minas, por ordem judicial.

Na ação judicial, a Companhia Siderúrgica Nacional lembra que a Vara de Volta Redonda acatou a ação judicial e a decisão foi mantida pela 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, enquanto o Hospital Vita acionou o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que entrou com agravo de instrumento contra decisão denegatória de recurso especial. A CSN requereu a abertura de dois incidentes de desconsideração de personalidade jurídica contra a Citrino Investimentos Hospitalares e contra a Soebras.

A CSN cita que no dia 13 de junho de 2018 as ações do Hospital Vita, de Volta Redonda, foram alienados pela sua controladora Citrino Investimentos Hospitalares para duas pessoas físicas do Grupo Soebras, notadamente o empresário Ruy Adriano Borges Muniz com 0,01% e a Sobrebras, Sociedade Educativa do Brasil, com 99,9%, antiga denominação da Soebras. A CSN salienta que o Hospital Vita estava avaliado em R$130 milhões e tinha uma divida de R$60 milhões. Por temer a falência, a Citrino Investimentos Hospitalares realizou a operação de alienação pela metade do preço.

O curioso é que toda compra ocorreu sem conhecimento da CSN, mesmo com uma ordem de despejo contra o hospital, que teria de deixar o prédio até o próximo dia 30 de junho de 2018. Mas em maio passado, outra decisão judicial determinou que a Secretaria de Saúde do município e o Centro Médico da CSN deveriam assumir a administração do Vita até que fosse definida a nova empresa proprietária da unidade hospitalar. A compra causou estranheza entre os representantes da CSN pelo fato da empresa ter fechado o negócio sem consultar a credora das dívidas do Vita. Além disso, eles duvidam da capacidade da Soebras de quitar as dívidas e pagar os alugueis futuros do prédio.