Major Prates começa comemoração dos seus 56 anos

O bairro Major Prates

Tem início hoje às comemorações dos 56 anos do bairro Major Prates, referência no setor comercial da região sul de Montes Claros e que celebrará com umas 12 apresentações nas três noites de festa. O evento promete ser a principal atração cultural da cidade neste final de semana. Os artistas se apresentam nos dias 28, 29 de fevereiro e 1º de março na praça do bairro, a partir das 20 horas. Segundo Aurélio Vidal que é o idealizador do evento, a oitava edição mais uma vez está sendo promovida graças à mobilização conjunta da comunidade e do comércio local. “É um evento aberto ao público, constituído por shows musicais e entretenimento, uma parceria do jornal Folha Zona Sul, prefeitura municipal e comércio local e apoio da comunidade.”

Vidal relata que estes acontecimentos têm como objetivo promover a inclusão social da região. “Sem fins lucrativos, queremos contribuir com o fortalecimento de uma região que outrora foi bastante discriminada, tida como pobre e marginalizada. Hoje, podemos afirmar que o lugar é socializado e bastante promissor”, A abertura da festa no dia 28, sexta- feira fica por conta das bandas Novidade de Vida, Cacau Carvalho e Cecy Tavares. No sábado o show segue com Som do Luxo, DJ ´Érika Luz e André e Saraiva. A festa fecha na noite de domingo com as bandas Boca de Sino que toca os clássicos da jovem guarda, que foi sucesso nas décadas de 60 e 70, seguida por Garotos Sedução e Wanderson Neves. As participações especiais ficam por conta da Forró Matuto, Lú Brasil e Messias do Rap.

Um dos pontos principais do bairro Major Prates são as Três Pilastras, que foram instaladas na rodagem que era umas das três áreas de acesso a Montes Claros e hoje chama-se avenida Coração de Jesus, por Geraldo Corsino Evangelista. Recém-chegado de São Paulo, ele comprou parte da então fazenda Vargem Grande, localizada entre as fazendas de Coronel Joaquim Costa, hoje bairro Conjunto Joaquim Costa e de Domingos de Pádua, hoje bairro Jardim São Geraldo. Em 1953 decidiu pelo loteamento do bairro São Geraldo e por ser de São Paulo, as ruas do bairro receberam nomes de cidades paulistas.

Ele exigiu que construísse, por solicitação do Estado, uma ''duana'', espécie de ponto de pedágio de entrada e saída do município. Só que o fazendeiro construiu as pilastras, que receberiam as correntes, na posição errada, às margens da “rodagem”, pois deveriam ter sido construídas no meio da rodagem. Desta forma, as imponentes pilastras se tornaram inúteis. Mas são simbólicas. A “duana”, por sua vez, foi construída posteriormente no bairro Santo Expedito, em frente ao bar Mar de Espanha.

Os show desse ano