MOC teve aumento dos casos de doenças respiratórias

Cresceu a quantidade de pessoas com doenças respiratórias em Montes Claros por causa do inverno. Neste ano foram registrados 375 casos, contra os 359 no mesmo período do ano passado, o que implica em aumento de 4,5%, conforme dados do Hospital Universitário Clemente de Farias.  O inverno provoca alerta aos pais e responsáveis para reforçar os cuidados com as doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos. Com as temperaturas mais amenas nesta época do ano, os maiores níveis de poluentes no ar costumam irritar as vias respiratórias com mais frequência. Os dados do Serviço de Arquivamento Médico e Estatístico mostram que o ano de 2018 terminou com 657 casos. Se 2019 mantiver o mesmo nível, chegará a 750 casos.

Para este ano, o alerta prevalece, considerando o histórico do ano anterior. Em 2018, 66,3% dos atendimentos do Hospital da Unimontes foram de problemas respiratórios (436 casos) ocorreram entre março e setembro, que compreende as estações de outono e inverno – as mais frias em Montes Claros e na região do Norte de Minas. A médica geriatra Luciana Colares Maia, do Centro “Mais Vida” de Referência em Atenção à Saúde do Idoso “Eny Faria de Oliveira” (Crasi), explica que a prevenção é sempre o melhor caminho. Ela ressalta que as crianças e idosos são mais propensos às doenças do trato respiratório por alguns fatores como, por exemplo, grau de dependência e questões imunológicas.

“As crianças e os idosos são os mais afetados nesta época do ano, justamente por causa da vulnerabilidade e da predisposição. É preciso sempre manter a prevenção com vacinas, tomar cuidados com alimentação balanceada, mantê-los bem agasalhados, em locais com boa ventilação, e longe de multidões”, acrescenta a médica.

“Em casa, cuidados devem ser tomados, como deixá-la sempre limpa, evitar objetos que acumulem poeira e ácaros, cobertas e cortinas sempre bem limpas, exposição em ambientes com fumantes e todas as circunstâncias que aumentem os fatores e situações irritantes do sistema respiratório devem ser evitadas”, destacou a geriatra.

Em entrevista a Agência Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que os problemas na qualidade do ar são responsáveis por uma fatia considerável de recursos gastos no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com pessoas com problemas respiratórios. Segundo o ministro, o gasto anual com internações ligadas aos problemas respiratórios fica em torno de R$14 bilhões. Ainda de acordo com a Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que, até 11 de maio deste ano, foram registrados 807 casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza em todo o país, com 144 mortes. O subtipo predominante de gripe no país é o vírus Influenza A (H1N1) pdm09, com 407 casos e 86 óbitos.