Montes Claros tem R$ 43,8 milhões do Covid-19 em caixa

A Prefeitura de Montes Claros está com R$ 43.855.970,00 no caixa do Fundo Municipal de Saúde que são destinados ao enfrentamento ao Covid-19, conforme dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde no último dia 25, na prestação de contas do último quadrimestre. O total disponível é de R$ 52.708.679,00, mas R$ 8.852.709,00 são destinados aos cincos hospitais que atendem os casos de Covid-19. Os dados mostram que Montes Claros recebeu ao todo, até o último quadrimestre, R$ 81.439.692,00 de recursos para o Covid-19 e já gastou R$  28.738.013,00, sendo R$ 15.523.146,00 destinado aos hospitais e R$ 13.207.867,00 do Fundo Municipal.

Os vereadores da oposição tem cobrado a prestação de contas dos recursos do Covid-19 em Montes Claros, pois além dos recursos na saúde, ainda foram liberadas verbas para a Assistência Social e Cultura, além do auxilio emergencial aos cofres municipais, para recomposição do Fundo de Participação. Os dados mostram que a saúde municipal recebeu R$ 55.057.713,00 de recursos federais e R$ 2.006.124,00 do Estado. Gastou R$ 13.207.867,00 desse total. Da verba destinada aos hospitais, a Santa Casa recebeu R$ 8.161.647,00 de verba federal e R$ 1.301.383,00 do Estado.

O Hospital Dílson Godinho recebeu R$ 2.876.383,00 do Estado e R$ 2.436.419,00 da União e foi o único hospital que recebeu mais recursos estaduais do que federais. O Hospital Aroldo Tourinho recebeu R$ 2.666.557,00 da União e R$ 1.169.985,00 do Estado. O Hospital Universitário recebeu da União R$ R$ 2.880.000,00 e do Estado, R$ 250 mil. O Hospital das Clínicas recebeu R$ 2.383.481,00 da União e R$ 250 mil do Estado.

Das emendas parlamentares, Montes Claros tinha cadastrado R$ 31.513.793,41 e recebeu R$ 28.748.105,41. O Fundo Municipal tinha R$ 12.561.832,00 de emendas e recebeu R$ 10.023.261,00. Entre os hospitais, o Dílson Godinho teve a maior cota, com R$ 7.152.993,47 e recebeu tudo. A Santa Casa tinha R$ 5.282.528,47 e recebeu R$ 5.168.969,47; o que dá 97,8%, O Hospital Aroldo Tourinho tinha direito a R$ 5.006.439,47 e recebeu R$ 4.892.881,47. O Hospital Universitário captou R$ 1.160.000,00 e recebeu tudo. O Hospital das Clinicas tinha R$ 350 mil e recebeu tudo.

A Superintendência do Hospital Universitário Clemente de Faria está preocupada com a situação, pois informou a renovação dos contratos administrativos dos servidores, cuja prorrogação fora recentemente aprovada pelo Governo do Estado para 193 profissionais de saúde no atendimento das demandas específicas do novo coronavírus. A nova vigência dos contratos de quatro meses encerrará em dezembro. Outro assunto foi o financiamento do custeio. “Com o advento da pandemia causada pelo novo coronavírus, o custo do HU teve um aumento considerável. Com o aumento da demanda, o hospital tem tido dificuldades para manter os seus serviços, o que tem prejudicado o fluxo de caixa que garanta um abastecimento adequado”, pondera a Superintendente do HUCF, Priscilla Izabella Fonseca Barros de Menezes, lembrando que, na pandemia, o hospital tem promovido o enfrentamento da síndrome de Covid-19 com orçamento próprio.