Montes Claros terá Centro de Triagem com IEF e Ibama

O Centros de Triagem de Montes Claros, instalado no espaço do antigo Jardim Zoológico, foi alvo de parceria entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em acordo celebrado desde segunda-feira passada. O acordo técnico é para operação conjunta dos Centros de Triagem (Cetas), de Reabilitação (Cras) e nas Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) em Minas Gerais. Anualmente, os centros de triagem recebem cerca de 10 mil animais silvestres, sendo que uma parcela significativa desses animais é reintegrada no ambiente natural, em áreas especificamente cadastradas nos órgãos ambientais para a realização dessa soltura, após passar por um processo de reabilitação.

O acordo prevê a gestão compartilhada de três Cetas, de Montes Claros, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Também está incluído na parceria o Cras instalado em Nova Lima e as 52 Áreas de Soltura de Animais de Silvestres localizadas em todo o Estado.

“O trabalho será feito de forma ainda mais conjunta, otimizando as ações e potencializando os resultados da gestão da fauna silvestre no estado”, destaca o diretor-geral do IEF, Antônio Augusto de Melo Malard. “Com os esforços dos dois Institutos os resultados serão ainda melhores”, completa.

O superintendente do Ibama em Minas Gerais, Ênio Marcus Brandão Fonseca, observa que a fauna exerce um chamamento perante à sociedade, que vê o cuidado com esses seres como algo muito importante. “A integração entre IEF e Ibama é a melhor resposta do Poder Público para o desafio de cuidar da fauna silvestre”, afirma.  O IEF e Ibama já realizavam a gestão compartilhada da fauna silvestre em cativeiro nos Cetas, nos Cras e nas Áreas de Soltura. Nos dois primeiros, os animais silvestres oriundos de ações de fiscalizações estaduais e federais e, também de entrega voluntária são acolhidos, tratados, marcados e avaliados.

Já as Asas são os locais para onde são encaminhados os animais prontos para serem reintegrados à natureza. Aqueles animais que não são mais aptos para sobreviver em condições naturais, a critério dos órgãos ambientais, são destinados para zoológicos, criadouros científicos ou mantenedores de fauna silvestre, desde que devidamente autorizados pelos órgãos ambientais. (GA)