Mutirão identifica casos de ceratocone em Montes Claros

A cidade de Montes Claros sediou o mutirão da Campanha Nacional de Ceratocone, no sábado, no Shopping Popular, para diagnosticar e alertar a população sobre a gravidade da doença e como tratá-la. Em todo Brasil cerca de 20 cidades vão atender ao chamado da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e Montes Claros e Londrina, no Paraná foram as únicas cidades do interior atendidas.  O coordenador municipal, Bruno Picanço, da Santa Casa Olhos, salientam que foram realizados cerca de 300 atendimentos, com exames de alta tecnologia. Todo serviço é gratuito e a população vai poder conhecer o diagnóstico e ter orientação sobre a doença de Ceratocone que pode levar a cegueira.

O médico oftalmologista, Bruno Picanço, informou que “num universo de uma população de 2 milhões, estima-se que entre quatro e seis mil pessoas, devem portar a doença e muitos deles não tem ideia do diagnóstico. Objetiva-se nessa ação alertar a comunidade para a descoberta da patologia, que atinge um público jovem de até 40 anos. A doença tem um grande impacto na visão e na qualidade de vida”, falou o especialista. Ele lembra que esse exame custaria, em média, R$ 300 a 400,00 por pessoa, mas através do mutirão, não teve despesas. O Ceratocone é uma doença genética e que aparece esporadicamente, mas o que assusta é a grande quantidade de subnotificações e subdiagnosticamento.

Daiane Fernandes Silva, de 29 anos, reside em Brasília de Minas e participou do mutirão, depois que foi a um oftalmologista e ficou constado que ela apresentava todos sintomas da ceratocone. Pediu uma série de exames e por isso, veio buscar o atendimento na cidade. Yago Júlio, de 26 anos, fez o exame há dois anos e foi diagnosticado com o ceratocone. Pelos seus cálculos, para realizar a cirurgia e aplicação do laser, gastaria R$ 9 mil ao todo. Por isso, quando tomou conhecimento desse trabalho, fez questão de participar.