Operação Morcego: podas de árvores durante a madrugada

As podas de árvores na área central de Montes Claros estão sendo realizadas à noite e de madrugada, em iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e que passou a ser denominada de “Operação Morcego”, por causa do horário do evento.  Na madrugada desta quarta-feira, foi iniciado o  mutirão de poda, com o objetivo de evitar quedas de galhos e os problemas resultantes, como danos à fiação elétrica, danificação de espaços públicos, transtornos à circulação de pedestres e veículos, entre outros.   A poda, que até a semana passada era feita durante o dia, ganhou novo horário devido ao grande movimento na área central de Montes Claros.

“Em toda a cidade as podas acontecem no período da manhã, mas ultimamente está inviável trabalhar nesse horário devido ao grande movimento de veículos e pessoas. Por isso, optamos por trabalhar com uma equipe em horário especial, das 2h da madrugada até às 8 da manhã, na região central da cidade, para evitar acidentes e não atrapalhar o trânsito e a movimentação de pedestres”, informa o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro.

“Quem passa pelas ruas de Montes Claros e observa os matinhos verdes que proliferam sobre os troncos e galhos de árvores não imagina que estas aparentemente inofensivas plantinhas, chamadas de ‘erva-de-passarinho’, sejam verdadeiras pragas que sugam a seiva e são capazes de destruir completamente as árvores”, explicou a diretora ambiental da Prefeitura, Anildes Evangelista.

Segundo ela, mais de 20% da arborização das ruas de Montes Claros está comprometida pela “erva-de-passarinho", que tem uma disseminação rápida. “É por isso que a Prefeitura busca combater tais pragas, mas é preciso que a população também colabore e procure eliminar a erva presente nas árvores de seus quintais e calçadas", alerta. 

De acordo com a engenheira florestal da Prefeitura, Keila Cristina, os problemas são antigos. “No passado, foram plantadas espécies de grande porte, como sibipiruna, sete copas e outras, em vias de pedestres, causando transtornos quando elas ficam adultas, pois comprometem a acessibilidade e causam danos aos imóveis e problemas com a rede elétrica, o que tem deixado vias públicas, escolas e hospitais sem energia”, destaca a engenheira. Ela ainda acrescenta que é importante que a população saiba escolher uma espécie compatível, certificando-se de que ela seja adequada ao espaço onde será plantada, para evitar uma futura supressão. Também é fundamental observar os cuidados desde o plantio, garantindo podas de manutenção e formação. (GA)