Operadora de celular não alcança parâmetros de qualidade da Anatel em Moc

Das cinco operadoras que prestam serviços de telefonia móvel em Montes Claros, a OI é a que não atinge os parâmetros de qualidade definidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa não alcançou o índice aceitável (98%) na conexão de dados, apresentando o percentual de 95,47%. O desempenho, abaixo do esperado, consta do relatório de monitoramento de redes do Serviço Móvel Pessoal (SMP), resultado de fiscalização realizada pela agência reguladora, que usa como referência a performance das empresas em abril deste ano, a mais recente. O índice refere-se ao total de conexões dividido pelo número de tentativas. Conforme o órgão regulador, os dados são coletados diariamente, inclusive aos fins de semana, durante 24 horas.

Uma amostra da insatisfação do consumidor por não conseguir utilizar o serviço contratado de forma satisfatória é expressa nas queixas formalizadas no Procon de Montes Claros. O número de atendimentos relacionados à telefonia móvel, este ano já é 10% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado. Em todo o ano passado, mais de 1,5 mil montes-clarenses acionaram o órgão de defesa do consumidor para reclamar contra o serviço oferecido na cidade. No ranking de telefonia móvel de 2019, as principais reclamadas foram Oi, TIM, Vivo e Claro, na ordem. Dentre os principais problemas relatados, estão cobrança indevida, rescisão de contrato/alteração unilateral e dúvidas sobre cobrança, valor, reajuste, contrato e orçamento. O balanço tem por base o período de janeiro a julho deste ano.

Para o diretor do Procon, Alexandre Augusto Pereira Braga, o serviço oferecido em Montes Claros está aquém do desejado. “Há a percepção de que o serviço está cada vez pior. É preciso que seja mais efetivo para o cidadão”. Para Braga, os problemas existentes são muito maiores do que os relatados no órgão de defesa do consumidor. “Ninguém sai de casa para reclamar que tentou ligar três vezes e não teve acesso à rede, mas são transtornos que o cidadão está vivenciando no seu dia a dia”, explica.