Proliferação de grilos e esperanças em Montes Claros

Os montes-clarenses estão sendo surpreendidos, nos últimos dias, com a proliferação de grilos e esperanças, em fenômeno explicado apenas pelo desequilíbrio ambiental, por causa da quebra da cadeia alimentar. O fato tem causado surpresa para muitas pessoas, que ficam incomodadas com a situação. A bióloga Maria das Dores Magalhães, do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Montes Claros, percebeu essa situação e entende que a justificativa é apenas o avanço da cidade para as áreas rurais, com a degradação ambiental. Ela afirma que sua mãe, Jovelina Carneiro Magalhães, estava tão preocupada com a proliferação, que ligou alertando que uma nuvem de insetos estava chegando a casa.

A pesquisadora Maria das Dores sentiu na pele essa situação, pois na noite de segunda-feira acordou com um grilo sobre sua cama. Na sua concepção, a natureza é formada por uma cadeia alimentar perfeita e a única justificativa é que o equilíbrio foi destruído, pois o predador desses insetos deixara de atuar, gerando essa grande proliferação. A bióloga lembra que teve uma época onde a cidade de Januária, sua terra natal, foi tomada por gafanhotos. Apesar do fenômeno, o problema não está sendo estudado por qualquer  universidade e faculdade da cidade.

A sua colega do Laboratório de Biologia, Marly Antoniele Ávila, que faz doutorado nessa área, afirma que na noite de segunda-feira quando chegou a sua casa, no Residencial Veneza, encontrou grande quantidade de grilos escuros na sua casa e teve que matá-los e jogar fora. Porém, observa que esse mesmo problema foi registrado no bairro de Lourdes, onde sua mãe Nely Nery relatou que essa proliferação tem ocorrido de forma continua naquela parte da cidade. A bióloga Josiane de Carvalho, residente no Bairro Universitário, no outro extremo da cidade, explica que há um mês começou a aparecer a esperança, que sumiu e agora é o grilo preto. Ela afirma que sua casa tem jardim e isso a faz entender que atrai o animal.