Protesto irá reivindicar albergue municipal em Montes Claros

O  Centro de Referência em Direitos Humanos do Norte de Minas realiza ato, neste sábado (13), em Montes Claros, contra o atentado praticado ao morador de rua André José dos Santos, apelidado de “Grilo”, que, na noite de segunda-feira (8), foi queimado vivo enquanto dormia nas imediações do centro de Montes Claros.

 A vítima sobreviveu, mas apresentou queimaduras em várias partes do corpo. O Ato em Defesa da Vida das Pessoas em Situação de Rua envolverá várias ONGS, para cobrar o funcionamento da rede de proteção e garantia de direitos das pessoas em situação de rua. O evento será realizado sábado, às 08 horas, na Praça Doutor Carlos Versiani. Desde o ano de 2015 que Montes Claros prometeu abrir o Albergue Municipal. A unidade seria inaugurada no dia 3, mas acabou adiada.

O ato de violência contra o morador de rua foi denunciado pela Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Montes Claros, através de nota de repúdio. A denúncia é de que pessoas em situação semelhante a da vítima encontram-se em posição de extrema vulnerabilidade, carentes de garantias e direitos mínimos. A queixa é pelo fato de Montes Claros está demasiadamente distante da concretização de um patamar mínimo de dignidade e, desta forma, é necessário que chamemos a atenção da sociedade para uma reflexão dos reais valores que devem nortear um Estado Democrático de Direito. Sair de uma posição letárgica e indignar-se é imprescindível. Espera-se uma concretização desses direitos, sem retrocessos, chamando a atenção das instituições e da sociedade, para que políticas públicas sejam criadas e implementadas, evitando que situações como essa se repitam.  

Os evangélicos também reagiram: a Renova, em nota, explica que ninguém ficará  impune do mal que produziu na vida de outros e  nada fica oculto aos olhos de Deus. “Ele  tudo vê e  espera o arrependimento sincero do perverso. O transgressor terá  de responder diante de Deus. No caso da pessoa em situação  de rua, que foi cruelmente ferida, há aquele que o machucou, mas há também aquele que nada faz por ele e que também transgride o seu direito à segurança individual”.