Santa Casa pede liberação dos 14 mi retidos por Ruy Muniz

A Santa Casa de Montes Claros pediu, ontem de manhã, ao prefeito Humberto Souto, que a Prefeitura Municipal libere aproximadamente R$14,5 milhões que foram liberados em 2012 pelo Ministério da Saúde para o hospital, mas foram retidos pelo então prefeito Ruy Muniz, a partir de 2013, quando tomou posse. O pedido foi feito durante a inauguração de quarto humanizado patrocinado pela família Souto e que levou o nome de Américo Souto, pai de Humberto Souto. O provedor Heli Penido aproveitou o momento para citar que o hospital correu risco de insolvência, pois a administração anterior ameaçou a intervenção, aproveitando que a gestão de saúde é realizada pela Prefeitura Municipal.

No ano de 2012 o Ministério da Saúde liberou aproximadamente R$5 milhões para socorrer os hospitais de Montes Claros que mantinham Pronto-Socorro. O repasse saiu no final de 2012. No ano de 2013, ao tomar posse como prefeito, Ruy Muniz se recusou a repassar os recursos, sob a alegação de que os hospitais não cumpriam o contrato para atendimento ao SUS. No ano de 2014 a Federassanta entrou com ação em nome dos hospitais Aroldo Tourinho, Dilson Godinho e Santa Casa. O desvio dessa verba provocou a prisão de Ruy Muniz, em abril de 2016, sob a acusação de que ele queria inviabilizar os hospitais da cidade para justificar a abertura do seu hospital.

No seu discurso, Heli Penido relatou a importância dos quartos humanizados, pois dos 42 quartos do SUS, 30 já foram melhorados e até o final do ano, todos estarão prontos. Por isso, citou que a Santa Casa enfrenta dificuldades financeiras com os recursos que foram retidos. Pediu ao prefeito Humberto Souto para analisar a possibilidade de pagamento da verba, que pela atualização monetária, dá R$30 milhões ao todo, sendo R$14,5 milhões da Santa Casa.

Na solenidade, o prefeito Humberto Souto  citou que seu antecessor errou muito, pois não avaliou os danos que seriam causados a população caso a Santa Casa sofresse qualquer impedimento de atender. Prometeu analisar o pedido, mas avisa que desde que Montes Claros reassumiu a gestão plena, no mês passado, determinou que não ocorresse nenhuma retenção, pois sabe que sem recursos, os hospitais tem de buscar o socorro nos bancos, pagando juros. (GA)