Superintendência concluiu capacitação para combater dengue

o veículo de borrificaçao

Termina hoje a capacitação prática dos agentes de controle de endemias dos municípios de Porteirinha e Salinas, no Norte de Minas, que serão usados no trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti. Os dois municípios apresentam altos índices de infestação do mosquito, sendo que Porteirinha teve 155 notificações nesse ano de casos de dengue e três de Febre Chikungunya e Salinas apresenta 150 notificações de pessoas acometidas por dengue. As referências técnicas da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros estão nos municípios orientando os agentes de controle de endemias na aplicação de inseticida com a utilização de equipamento Ultra Baixo Volume (UBV) costal e veicular.

Aliado à capacitação a SES-MG repassou aos municípios inseticida e veículos para eliminação de mosquitos adultos.  A partir da capacitação teórica e prática iniciada na semana passada, em Montes Claros, a Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde iniciou a transferência do processo de eliminação dos focos do Aedes aegypti para os municípios. Em Porteirinha os agentes de controle de endemias estão sendo acompanhados pela referência técnica da SRS, Ildenir Barbosa Meireles. Já em Salinas os servidores municipais estão sendo orientados pelas referências técnicas, Ronildo Barbosa Santos e Kleber Morais de Sá.

O primeiro trabalho de eliminação de focos do Aedes aegypti deve ser feito com utilização de UBV costal. A aplicação de inseticida, com utilização de veículo, só acontece quando o município perde o controle dos focos e, com isso, precisa providenciar a eliminação de mosquitos adultos. O coordenador de Vigilância em Saúde da SRS de Montes Claros, Valdemar Rodrigues dos Anjos explica “os municípios precisam manter ações permanentes de controle do mosquito visando evitar a ocorrência de surtos de arboviroses, principalmente neste momento de pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus”.

Ele lembra       que “o aumento de demandas de atendimentos nos serviços de atenção primária dos municípios poderá agravar a situação. Para evitar que isso ocorra além de orientações técnicas a Superintendência Regional de Saúde tem acompanhado os índices de infestação do Aedes aegypti nos 54 municípios que integram a sua área de atuação, a fim de auxiliar as secretarias de saúde em caso de necessidade”, completa Valdemar Rodrigues. (GA)