Vereadores tentam aplicar voto de censura e fazem acusações

A Câmara Municipal teve uma sessão quente, ontem de manhã, na reunião ordinária, por causa de denúncias contra dois membros do primeiro staff da Prefeitura de Montes Claros: o vereador Marlon Bicalho Oliva reapresentou o pedido de voto de censura ao presidente da Empresa Municipal de Transito e Transportes (MCTrans), apesar da iniciativa ter sido reprovada na sessão anterior; assim como o vereador Wanderley Lega Oliveira denunciou fraudes em boletim de ocorrência da Guarda Municipal, onde acusa o secretário municipal de Defesa Social, Anderson Vasconcelos Chaves, de ser responsável pelo ato para afetar um adolescente filho de vereador.

No caso do voto de censura, que entrou na forma de requerimento, o presidente José Marcos Martins o retirou de pauta, depois que o vereador Aldair Fagundes observou que um requerimento reprovado somente pode ser colocado em pauta outra vez se assinado por 12 dos 23 vereadores. Como tinha sido assinado apenas pelo vereador Marlon Bicalho, foi retirado da pauta para buscar mais 11 vereadores. O curioso é que uma das denuncias constantes no pedido foi arquivada pelo Ministério Público, depois que o presidente da MCTrans prestou esclarecimentos.

A denúncia de fraude formulada pelo vereador Wanderley Lega Oliveira cita que a Guarda Municipal flagrou um veículo em alta velocidade no bairro Morada do Sol e passou a perseguir esse carro. Na hora da abordagem, depois do carro bater em um muro, ficou constatado que um dos passageiros era um adolescente filho do vereador Marlon Bicalho. O boletim foi registrado e encaminhado à Delegacia de Polícia, quando se constatou que o boletim foi alterado, com mais acusações. O secretário Anderson Vasconcelos garante inocência e se dispõe a esclarecer os fatos. (GA)