Escritora da Academia Montes-clarense de Letras conta sua história e prepara novos trabalhos

A escritora contou, em entrevista à Gazeta, que está preparando um segundo livro,
além de novas crônicas, que serão publicadas em breve

Foto: VINÍCIOS SANTOS FERREIRA

Em uma de suas infindáveis definições, a “Literatura é uma prova de que a vida real, por si só, não basta”, e é esta convicção que move muitos e muitos amantes desta arte. A nossa reportagem conversou com a escritora Mary Lelis, da Academia Montes-clarense de Letras, e ela nos contou um pouco de sua vida e projetos futuros.

Natural de Brasília de Minas, mas, segunda a própria escritora, “com todas as suas raízes em Montes Claros”, Mary é filha de Domingos Egydio de Lelis e Maria Natalina Silqueira. Ela fez o curso primário no “Grupo Escolar João Beraldo”, na sua cidade Natal; o curso ginasial no Colégio Imaculada Conceição, em Montes Claros; e o curso de Magistério no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Diamantina.

Lelis iniciou a sua carreira no magistério no Grupo Escolar João Beraldo, em Brasília de Minas, e se transferiu posteriormente para o Grupo Escolar Esteves Rodrigues, em Montes Claros. Também atuou na 12ª Delegacia Regional de Ensino, até o ano de 1973. Por fim, atuou no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, onde trabalhou no Departamento Cultural, até a sua aposentadoria. No Conservatório, ela criou e organizou a “1ª Feira Livre de Artes de Montes Claros”.

A primeira vez em que Lelis publicou alguns de seus escritos foi na “Voz de Diamantina”, justamente quando ainda estudava naquela cidade. Depois, de volta a Montes Claros, a escritora passou a ser colaboradora do antigo “O Jornal de Montes Claros”, e ainda, do “Diário de Montes Claros”, onde assinou por aproximadamente três anos a coluna semanal “Crônica da Cidade”.

“Antes e depois da coluna [Crônica da Cidade] eu sempre consegui publicar alguns outros textos, esporadicamente. Claro, não com a mesma assiduidade, mas eu consegui publicar muita coisa. Sempre que eu conseguia espaço, eu publicava”, conta.

Segundo a escritora, ainda antes de seu livro algumas pessoas já a convidavam para fazer parte da Academia Montes-clarense de Letras. Mas ela esperou a publicação, em 1998, do seu livro de poesias “Pedaços de Mim”.

“Eu tive uma prima, Felicidade Perpétua Tupynambá, que faleceu aos 90 anos, e ela sempre me dizia que, ‘quando fosse embora, gostaria que eu ocupasse a vaga dela na Academia de Letras’. Inclusive, ela foi quem me ajudou, quando eu fui preparar tudo para publicar meu livro: ela fez a programação. E, então, algum tempo depois, ela partiu. Ela foi uma pessoa fantástica”, relata Mary.

“Pedaços de Mim” foi publicado em 1998, e, cerca de um ano e meio depois, Mary fez o requerimento pela vaga na academia. Desde o dia 16 de setembro de 2000, ela passou a ocupar a Cadeira nº 28 da Academia Montes-clarense de Letras, antes ocupada por sua falecida prima. A solenidade foi realizada no salão nobre do Automóvel Clube de Montes Claros.

A escritora, que tem incontáveis crônicas publicadas e muitos outros textos e trabalhos escritos, revelou que agora está em produção o seu segundo livro, que contará a sua história.

“Eu agora estou escrevendo um livro, o qual contará a história da minha vida e da minha família. Eu tenho dois filhos, Sérgio e Marcelo, e três netas: duas filhas do Sérgio, e uma do Marcelo”, conclui Mary.