Cesta básica fica mais cara em janeiro

Na mesma divulgação do Índice de Preços ao Consumidor, o Departamento de Economia da Unimontes divulgou os dados da pesquisa da Cesta Básica de Montes Claros, que acompanha mensalmente a evolução de preços de treze produtos de alimentação, assim como o gasto mensal que um trabalhador teria para comprá-los. Os preços dos gêneros básicos que compõem a cesta registraram, em janeiro passado, variação positiva de 0,13 pontos percentuais em relação a dezembro de 2018.

“Para realizar a pesquisa da Cesta Básica, o IPC - Moc baseia-se na composição dos principais grupos alimentícios definidos pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, únicos legislação referente ao assunto em vigor no país, que define os produtos e as quantidades ideais que um trabalhador adulto deve consumir, durante o mês, para se produzir como força de trabalho”, detalhou o departamento.

Segundo o levantamento, o trabalhador local, com renda bruta de R$998,00 – atual salário mínimo – utilizou, no primeiro mês deste ano, 31,32% de seu salário para a compra dos treze produtos que compõem a cesta básica e suas respectivas quantidades, num custo total de R$312,66 em oposição a R$ 312,24 do mês anterior.

Depois que adquirir a Cesta Básica restou ao trabalhador R$685,34, para arcar com os demais custos da casa, como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transportes. “Com relação às horas trabalhadas no mês de janeiro de 2019, foi necessário ao trabalhador despender de sua jornada de trabalho mensal 85 horas e 44 minutos, em oposição a 89 horas e 28 minutos do mês anterior, para adquirir os alimentos básicos à sua subsistência”, detalhou o levantamento.

PRODUTOS | Ainda segundo o departamento, as variações positivas ficaram por conta do feijão (12,68%), tomate (3,92%), açúcar (2,05%) e óleo de soja (1,54%). As variações negativas, por sua vez, foram verificadas nos preços da banana nanica (- 8,24%), farinha de mandioca (-2,03%), Leite Tipo C (-1,82%), batata inglesa (-1,63%), pão-de-sal (-1,21%), e margarina (-0,33%). (JM)