Construção civil tem melhora e lidera o saldo de empregos em Minas

A retomada da construção civil impactou diretamente no
saldo positivo de empregos

Um levantamento realizado pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostrou que o setor da construção civil foi o que mais gerou postos de trabalho entre as micro e pequenas empresas mineiras (MPE) no mês de julho. O saldo de empregos do setor foi de 2.038 vagas, sendo a ocupação de servente de obras a atividade que teve mais contratações que demissões no estado (694 vagas). 

A retomada da construção civil impactou diretamente no saldo positivo de empregos gerados pelos pequenos negócios no estado, que fechou o mês com 2.262 vagas.  No acumulado do ano, de janeiro a julho, as micro empresas de Minas Gerais contabilizam 59.856 empregos (95% do total de postos criados no estado), saldo três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram geradas 17.157 vagas. 

Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte dos empregos gerados foi para homens com Ensino Médio completo e/ou Ensino Superior incompleto e com o salário médio de R$ 1.259,87.

Para o engenheiro de obras, Carlos Maurício Oliveira, que trabalha em Montes Claros, a demanda por pedreiros e serventes extrapola a oferta, o que está rebaixando as exigências para contratação. "Não estamos podendo exigir muita experiência, porque tem muitas obras e andamento e falta trabalhador", afirma o engenheiro.

Contratados no mês de maio, João Carlos da Conceição e Yure Rodrigues de Freitas, estão trabalhando pela primeira vez na construção civil. Para Yure, é o primeiro emprego, mas João Carlos já é mais velho no mercado de trabalho, já trabalhou como segurança temporário, mas prefere a nova função, por causa da valorização do salário.

"É uma novidade pra mim, estou aprendendo uma nova função, aqui tenho um salário melhor, e já estamos praticamente escalados para as próximas obras da construtora”, falou. 

“Estou satisfeito por estar empregado, pela primeira vez eu estou podendo ajudar em casa e ter minha independência. Além do mais, vou o único local que me acolheu, mesmo eu não tendo experiência. Estou aprendendo muito com o pessoal mais velho”, enfatizou. Segundo o engenheiro Carlos Maurício, o salário de servente varia entre R$ 750 e R$ 800, cerca de R$ 200 a menos que o de pedreiro. 

No ranking das atividades que as MPE mais contrataram, além de servente de obras estão: montador de máquinas (458 vagas), alimentador de linha de produção (404 vagas), trabalhador de cana-de-açúcar (373 vagas) e faxineiro (348 vagas).

Os pequenos negócios da regional Centro foram as que tiveram o melhor desempenho no mês, com o saldo de 1.161 postos de trabalho, influenciado pelas contratações no comércio (415 vagas), construção civil (318 vagas) e também na indústria da transformação (221). (AF)