Inflação de março é a maior do ano em Montes Claros

Índice acumulado em 2019 supera os 2,2%

A inflação em Montes Claros, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, fechou o primeiro trimestre de 2019 com índice de 2,23%. De acordo com o Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros, o percentual é duas vezes maior que o mesmo período do ano passado (1,06%).

O relatório referente ao terceiro mês do ano revela uma inflação de 0,92%, o maior índice mensal em 2019 até aqui, que teve como “vilões” os alimentos como banana, que teve variação de 33,2% em relação a fevereiro, batata (25,7%), maracujá (22,7%), mamão (22,3%), abóbora (19%), tomate (18%), ovos (7,8%) e o feijão (7,58%), além de despesas com moradias: aluguel (6,26%) e o IPTU (4,57%).

Segundo o relatório, em janeiro o percentual inflacionário na maior cidade do Norte de Minas foi de 0,64%, enquanto que, em fevereiro, foi de 0,65%. Sobre a cesta básica, o aumento na análise de um mês para outro foi de 4,45% - ao custo de R$ 340,28 do salário-mínimo brasileiro.

De acordo com a Unimontes, o índice é feito com base na pesquisa de preços de produtos, bens e serviços em 400 estabelecimentos comerciais da cidade, com coleta de dados sempre no primeiro dia de cada mês.

 

 

No Brasil, Inflação oficial fica em 0,57% em abril

 

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação ficou em 0,57% em abril, no Brasil. Mesmo abaixo do 0,75% registrado em março, o IPCA de abril é maior do que o 0,22% de abril do ano passado e a maior taxa para o mês desde 2016 (0,61%).

De acordo com o IBGE, responsável pela pesquisa, o índice acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em 12 meses. A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%).

As maiores altas de preço do segmento de saúde e cuidados pessoais veio dos remédios (2,25%), perfumes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, as principais contribuições vieram das passagens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%).

Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de produtos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%). O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evitaram uma inflação maior.

Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de preços), de 0,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pessoais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%). (JM)