O que é Neuroeconomia? Entenda mais sobre essa área

Por muitos anos a economia e consumo se baseou somente na condição social e monetária do ser humano para determinar o seu poder e decisão de compra. Mas além disso, existem outros fatores importantíssimos que influenciam a decisão de compra e alguns deles são discutidos pela Neuroeconomia.

 

Uma das coisas mais interessantes que se descobriu é a influência emocional em um processo de decisão econômica. Pensava-se que o lado racional era o responsável por essa tarefa, quando na verdade o lado emocional é quem toma conta, sendo capaz até mesmo de ajudar na criação de razões para justificar um impulso, por exemplo.

 

Com todas essas revelações, o estudo da Neuroeconomia se tornou essencial no mercado econômico. Você já ouviu falar sobre este termo? Nós te explicamos um pouco mais sobre esta área logo abaixo.

 

O que é Neuroeconomia?

 

A Neuroeconomia nada mais é do que o estudo do comportamento de consumo e tomada de decisões financeiras do ser humano, obtendo mais detalhes de como uma decisão é tomada no campo da razão e da emoção.

 

Esse estudo busca especificar os comportamentos econômicos do ser humano a fim de obter melhores resultados de vendas, por exemplo, uma vez que quem domina essas áreas consegue entender melhor o caminho que o cliente faz até decidir comprar algo ou tomar alguma outra decisão de negócios.

Para que serve a Neuroeconomia?

 

Com a Neuroeconomia é possível entender e melhorar os processos de negociação, criando estratégias de venda mais eficazes que ajudam o consumidor a tomar uma decisão mais rápida ou até mesmo converter aquelas decisões que seriam negativas.

 

Imagine por exemplo, uma pessoa entrando em um site para adquirir um host para hospedar o site de sua empresa. Quando ela entra e vê os planos de host, pode ser que também encontre ofertas com bônus de domínio grátis ou um host com mais benefícios e um preço mais baixo.

 

Estratégias utilizadas pela Neuroeconomia podem ativar áreas do cérebro que indicam a ela a necessidade de contratar um host com mais benefícios ou até mesmo um relógio com contagem regressiva pode causar urgência em aproveitar uma oferta.

 

Todos estes gatilhos mentais utilizados em lojas virtuais são estudados e desenvolvidos por pesquisas no ramo da Neuroeconomia e Neuromarketing

 

Por isso, ela auxilia profissionais no conhecimento desses gatilhos e como aplicar estratégias para que uma loja virtual venda mais ou para que um profissional de venda direta aumente a sua conversão com apenas uma boa conversa com seu cliente.

 

Mas isso significa que a Neuroeconomia influencia negativamente no consumo? Não necessariamente. Muitas pessoas, principalmente o brasileiro, tem extrema dificuldade de tomar uma decisão e acaba perdendo boas oportunidades porque decidem “pensar” mais sobre o assunto.

 

A Neuroeconomia tem o papel de auxiliar nessa decisão de compras, agilizando o processo. Logicamente, isso é muito bom para quem vende, mas pode ser bom para os dois lados, em caso de um bom negócio.

 

Por isso, a Neuroeconomia não é somente para empresas e a necessidade de fazer bons negócios pode ser um bom motivo para que mais pessoas estudem sobre o assunto e encontrem formas de fazerem boas negociações em seus interesses.

 

 

Neuroeconomia aplicada no dia a dia

 

Para entender melhor como tudo funciona, trouxemos mais explicações de como a neuroeconomia pode ser aplicada ao dia a dia nos negócios e gerar benefícios tanto para as empresas quanto ao consumidor.

 

Impacto nas decisões financeiras

 

Muitas decisões financeiras são de grande importância, causando um certo comprometimento, como fazer um empréstimo ou financiamento, comprar uma casa ou um carro ou investir em uma aplicação de longo prazo.

 

Saber mais sobre neuroeconomia pode ajudar o vendedor ou banco que pretende aumentar a saída desses produtos, como também pode ajudar o consumidor a investigar e lidar com estes gatilhos que o fazem comprar pela emoção.

 

Consumo pela emoção

 

Produtos que não são de alta necessidade podem usar estratégias de neuroeconomia aplicada ao marketing para criar uma necessidade no consumidor. Isso faz com que mais pessoas comprem produtos mesmo sem estar precisando tanto daquilo.

 

Este tipo de consumo pode ajudar empresas a melhorarem suas vendas, principalmente em períodos de crise econômica em que as pessoas tendem a comprar somente o necessário.

 

Investidores mais conscientes

 

Entender mais sobre neuroeconomia tem impacto direto no mercado financeiro. A bolsa de valores, por exemplo, é operada por muitos investidores que agem pela emoção e por isso é possível prever uma reação do mercado quando algo acontece.

 

Sabemos por exemplo, que em uma situação de crise as pessoas tendem a vender suas ações com medo da desvalorização. No entanto, quem entende a necessidade de esperar o longo prazo e age com racionalidade nessas ocasiões, opta por comprar mais invés de vender.

 

Isso acontece porque, racionalmente falando, uma empresa pode passar por dificuldades assim como todas as outras em um período de crise, mas a possibilidade de fechar as portas é mínima, se mostrando um bom negócio quando o preço cai.

 

No entanto, o valor das ações tende a cair com o futuro incerto do mercado, reação normal dos imediatistas na bolsa. 

 

Esse fator ajudou a Neuroeconomia a entender a necessidade de um circuit breaker, que é a paralisação das negociações quando a bolsa cai demais e os ânimos ficam exaltados. Por isso, conhecer sobre o assunto ajuda o mercado a criar prevenção em casos de pânico.

 

Negociações

 

A Neuroeconomia influencia diretamente na forma como as pessoas negociam acordos, contratos ou a venda de um produto. Quem estiver mais preparado para lidar com o outro tende a levar a melhor em uma negociação.

 

Saber mais sobre a forma como uma decisão é tomada e como controlar uma situação em uma negociação é essencial para fechar bons acordos. Por isso, existem algumas ferramentas interessantes para se criar um bom ambiente de negociação, onde a pessoa está disposta a te dar abertura.

 

  • Conexão emocional com o outro
  • Linguagem corporal
  • Discurso
  • Apresentação encantadora
  • Validação de conhecidos

 

Essas e outras ferramentas ajudam uma pessoa a fechar um bom negócio de forma mais rápida. A Neuroeconomia tem estudos mais amplos sobre o assunto que ajudam a entender melhor como uma decisão é tomada e como fazer para chegar até o sim.

 

Conclusão 

 

Embora não seja um termo muito conhecido, os conceitos da Neuroeconomia já estão presentes no mercado, como no Neuromarketing, por exemplo.

 

Por isso, entender mais sobre o assunto pode trazer grandes benefícios, tanto para empresas que queiram aumentar suas vendas, quanto para pessoas que queira aprender a melhorar suas negociações. 

 

O mercado está em constante evolução no modelo de consumo e entender mais sobre estes processos decisórios é importante para sair na frente até mesmo em casos de concorrência. 

 

Saber utilizar a Neuroeconomia a seu favor é papel essencial de uma empresa, tanto quanto oferecer um bom produto. Essas estratégias podem ajudar a definir seu espaço no mercado, criar conexão e confiança com o consumidor para que seja possível quebrar as barreiras na tomada de decisões.

 

Com amplo conhecimento sobre o assunto é possível se adaptar ao que o consumidor deseja e ir além do que ele precisa. Um bom conhecedor da Neuroeconomia pode ser capaz de vender até guarda-chuva em dia de sol.

 

Gostou de saber mais sobre a Neuroeconomia e como ela afeta o mercado? Você acha que este é um setor de estudo positivo ou negativo para o mercado? Deixe o seu comentário e não se esqueça de compartilhar este assunto em suas redes.