Comissão de educação blinda Prefeitura contra protestos

A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Montes Claros se reuniu de forma secreta com os secretários municipais Rejane Veloso e Claudio Rodrigues de Jesus, na manhã de segunda-feira, quando recebeu esclarecimentos deles sobre as ausências na audiência pública realizada na semana passada e do pedido dos auxiliares de docência, que não aceitam serem obrigados a dobrar. O presidente da Associação dos Professores e Profissionais da Educação Inclusiva de Minas Gerais, João Paulo Silva lamentou a postura dos vereadores, pois entende que deveria ser uma reunião aberta. Além disso, os dois secretários já tinham sido convocados para uma reunião pública.

O presidente da Comissão de Educação, Daniel Dias, do PC do B não soube explicar por qual motivo a reunião foi fechada. A situação se agravou ainda mais quando a vereadora Maria Helena Lopes, que também é da Comissão de Educação, usou a tribuna para informar aos auxiliares de docência que os secretários municipais anunciaram a disposição de repassar maior quantidade de vale transporte para os auxiliares de docência, mas não poderia acabar com a dobra da carga horária deles, com base em parecer da Procuradoria Municipal e do Ministério Público. Ela lamentou que haja exploração política com o caso dos auxiliares de docência.

Depois que a imprensa cobrou o parecer do Ministério Público que força os auxiliares de docência a dobrar a carga horária, os vereadores Edmilson Magalhães e Daniel Dias alegaram que a vereadora cometeu equivoco, pois na verdade foi formulada uma denuncia no Ministério Público, que respondeu ser uma decisão da Prefeitura de Montes Claros, mas sem afirmar que é proibido ou tem de ser executado. A vereadora Maria Helena Lopes explicou no inicio da tarde de ontem que o caso foi arquivado pelo Ministério Público, que não considerou ilegal.

Os auxiliares de docência passaram a gritar no auditório e com isso, a sessão foi suspensa até que eles se calassem. O presidente João Paulo anunciou que foram enganados pelos vereadores, que fizeram muitas promessas e não cumpriram, como o acordo com a Prefeitura. Ele pediu uma audiência com o prefeito Humberto Souto, para a próxima terça-feira, quando buscará uma solução. (GA)