ICA comemora cinco anos de criação do mestrado

o evento

Na segunda-feira (21), o Instituto de Ciências Agrárias da UFMG comemorou os cinco anos de criação do mestrado em Sociedade, Ambiente e Território. O mestrado, oferecido em associação pela UFMG e a Universidade Estadual de Montes Claros, destaca-se pelo perfil interdisciplinar e pela formação abrangente, com esforço de inserção social. O professor no programa e também vice-diretor do ICA, Helder dos Anjos Augusto, ressaltou o importante papel que cumpre o mestrado e o campus regional da UFMG na região do Norte de Minas. “O curso está devolvendo à região do norte e nordeste de Minas, em especial, capital humano bem qualificado, subsídios para os gestores regionais na elaboração de políticas públicas e o fortalecimento das duas instituições associadas para a oferta do mestrado”, comentou Helder.

Em evento online, Clélio Campolina Diniz, professor emérito da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, ministrou aula magna sobre a desigualdade social, geopolítica e sustentabilidade. O professor também discutiu a importância do estímulo às universidades públicas e à produção de conhecimento científico nacional. “No Brasil, a produção do conhecimento está fundamentalmente vinculada às Universidades públicas federais, estaduais ou comunitárias. E sem elas, o conhecimento não avança. Os cientistas brasileiros são respeitados no exterior, mesmo sem a mesma escala e volume de recursos, nem a mesma estabilidade que os cientistas têm no exterior”, destacou Campolina.

Ao longo dos cinco anos, as ações do mestrado baseiam-se em três pilares: a captação de demandas sociais, a busca por soluções que respondam a essas demandas e a formação de pessoas para contribuição ao desenvolvimento regional. Cerca de 80 estudantes ingressaram no curso entre 2015 e 2019, com 65% deste montante de estudantes mulheres e 34,9% de homens. A inserção do curso no Norte de Minas aponta a importância da abrangência do ensino e pesquisa na região. Cerca de 37% dos estudantes que ingressaram no curso são naturais de Montes Claros, onde está localizado o campus, e cerca de 20% são de outros municípios do Norte de Minas.

O mestrado propõe a análise crítica das dinâmicas sociais, ambientais e espaciais e suas relações com o desenvolvimento, as populações locais, os conhecimentos tradicionais, as identidades, entre outros. A partir desta premissa, o curso dialoga com diferentes grupos sociais e realidades, como descreve a professora do curso Flávia Galizoni. “O curso colabora com organizações estatais e da sociedade civil que lidam com populações de periferia urbana, povos e comunidades tradicionais, mediação social e desenvolvimento territorial”.

Na mesa de abertura da solenidade comemorativa, estiveram presentes o professor Fausto Makishi, coordenador do curso, o professor Daniel Coelho de Oliveira, coordenador adjunto, Paulo Sérgio Lacerda Brandão, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Clóvis Ultramari, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), André Luiz Sena da Unimontes, e o professor Helder dos Anjos Augusto.