ICA/UFMG decidiu retomar atividades não adaptadas

A Universidade Federal de Minas Gerais divulgou um plano, dividido em quatro estágios para a retomada das atividades no Instituto de Ciências Agrárias em Montes Claros e no campus de Belo Horizonte para atividades que considerou não adaptáveis ao modo remoto, tanto da graduação como pós-graduação e extensão. A decisão é do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), De acordo com o texto, o protocolo foi elaborado com pré-requisitos definidos de "biossegurança, reorganização dos espaços físicos e monitoramento, elaborado com participação de especialistas da universidade", diz um dos trechos. As atividades que retornarão serão definidas pelo próprio Cepe.

As quatro etapas foram definidas de acordo com o número de pessoas envolvidas, sejam funcionários, estudantes ou trabalhadores terceirizados que estarão no campus simultaneamente. "Na etapa 1, o teto de ocupação é de 20%, e o pré-requisito é que a cidade esteja em nível de alerta verde ou amarelo há pelo menos quatro semanas consecutivas. O critério de percentagem das equipes deverá ser combinado ao da viabilidade de distanciamento social”, diz o texto. “Na segunda etapa, ainda sem data prevista, o limite deverá subir para 40%. Para isso, será necessário que a cidade esteja em alerta verde há dois meses, no mínimo, e que não tenha ocorrido surto da doença na UFMG. O aumento gradual das atividades presenciais até o retorno pleno estará condicionado ao controle da pandemia ou à existência de vacina eficaz e disponível para cobertura ampla da população", explica outro trecho.

A partir daí, fica a cargo da reitoria definir como se dará o prosseguimento do planejamento com base em informações do Comitê de Enfrentamento ao novo coronavírus e da Comissão de Acompanhamento do Conselho Universitário. Caso haja aumento no número de casos e a pandemia continue, as atividades poderão ser suspensas, conforme garante a professora da Faculdade de Medicina Cristina Alvim, que coordena o Comitê de Enfrentamento. “Estaremos preparados para voltar atrás se os indicadores epidemiológicos e assistenciais piorarem”, afirma.

A reitora Sandra Goulart Almeida segue a mesma linha. “Temos consciência de que há risco de contaminação enquanto não houver controle da pandemia. Felizmente, também sabemos hoje como minimizar esses riscos. Estamos aqui falando de possibilidade de retorno presencial parcial, lento e gradual de atividades que não possam ser realizadas de forma remota e que são imprescindíveis para que a Universidade cumpra com sua missão social”, esclarece. Apesar de todo o protocolo, Cristina ressalta que a participação efetiva e consciente daqueles que poderão retornar às atividades presenciais é importante. “Cada membro da comunidade autorizado a voltar aos locais de trabalho deve verificar, a cada dia, se tem algum sintoma da Covid-19 e se manteve contato com alguém doente ou com sintomas da infecção. Esse cuidado é crucial para prevenir a exposição da comunidade ao coronavírus", completou.