ICA/UFMG inicia hoje semestre letivo com aulas remotas

O Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Estadual de Montes Claros inicia nessa segunda-feira (3), o semestre letivo, com aulas remotas, depois de vários meses de discussões com a comunidade acadêmica, de produção de conhecimento, de investimento em tecnologias de informação e comunicação e de formação de docentes e estudantes. Na modalidade Ensino Remoto Emergencial (ERE), a retomada ainda é motivo de dúvidas para muitas pessoas, em razão do próprio ineditismo da situação. Entretanto, a UFMG conseguiu avançar e propor condições seguras e equânimes para a volta. O retorno das aulas ocorre em todo âmbito da UFMG em Minas Gerais. A instituição fornecerá equipamentos a 650 alunos carentes de Montes Claros sem acesso a assistir as aulas pela via remota.

“Este é um momento muito difícil para toda a comunidade, de insegurança, de ansiedade e de expectativa. Como instituição pública, a UFMG tem que estar atenta à preservação da vida, nossa principal preocupação neste momento. Não é o momento de voltar para o presencial, mas de voltarmos a ter um contato mais próximo com a nossa comunidade”, afirma a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, que recepcionará os estudantes em evento on-line, a partir das 9h, com transmissão pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC), no YouTube.

Sandra Goulart reconhece que a excepcionalidade do momento traz muitas incertezas, mas confia que os desafios podem ser superados com diálogo, acolhimento, flexibilidade e responsabilidade. “As dúvidas acompanham a dinâmica social e os grandes processos de mudança cultural, como o que vivemos agora.”, afirma Sandra Goulart Almeida. Para a dirigente, outro aspecto positivo é o esforço que a Instituição está fazendo para promover a equidade, por meio da inclusão digital.

“Sabemos que parte do alunado tem dificuldade de acesso a computadores, redes de internet de qualidade e outras ferramentas. Por isso, lançamos uma consulta e, em seguida, várias chamadas para os estudantes de graduação, de pós-graduação, do Centro Pedagógico e do Coltec, para estudantes com deficiência, além de chamadas específicas para os estudantes indígenas e quilombolas e uma campanha de apadrinhamento organizada pela Fump”, afirma a reitora, referindo-se ao programa de inclusão digital lançado há um mês pela UFMG. (GA)