Fábio avalia pressão sofrida pelo Cruzeiro e elogia vontade do São Raimundo

Maior campeão da Copa do Brasil, com seis títulos, Cruzeiro
sofreu para eliminar São Raimundo 
Foto: WILLIAM ROTH

Cruzeiro enfrentou muitas dificuldades diante do São Raimundo-RR, nesta quinta-feira, no Estádio Canarinho, em Boa Vista, pela primeira fase da Copa do Brasil. O adversário abriu o placar com gol de Veracruz, aos 25min do primeiro tempo. A Raposa virou em finalizações de Edu, aos 33min, e Alexandre Jesus, aos 4min da etapa final. O veterano Stanley, de 40 anos, deixou tudo igual aos 19min e levou o público em Roraima à loucura. Contudo, a equipe mineira sustentou a pressão e garantiu a vaga na segunda fase graças ao empate por 2 a 2, favorável em função da colocação superior no ranking da CBF.

Na opinião do goleiro Fábio, o fato de o Cruzeiro passar por grande processo de reformulação, especialmente em razão do rebaixamento à Série B, eleva a pressão tanto a jovens quanto aos experientes mesmo contra adversários de pouca expressão no futebol nacional.
“A gente começa do zero, mesmo sendo o maior campeão da competição. É uma reformulação, é uma reconstrução. Muitos jogadores nunca tiveram oportunidade de disputar a competição, ainda mais vestindo a camisa do maior campeão”, afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia.

“A pressão sempre é muito grande para quem está hoje dentro do Cruzeiro, independentemente de ser experiente ou jovem. A gente tem que mostrar jogo a jogo. A equipe, dentro das condições que enfrentou hoje, da equipe do São Raimundo e das condições do gramado, foi um belo resultado”, complementou o camisa 1.

Embora não tenha defendido finalizações - o São Raimundo balançou a rede nas duas vezes em que acertou a meta -, Fábio trabalhou bastante para cortar os lançamentos dos laterais Alex e Maia. Ao longo dos 90 minutos, o time roraimense, que fazia a sua primeira partida oficial em 2020, teve 52% de posse de bola. Somente no segundo tempo, o índice chegou a 60%. Por causa da boa postura e força de vontade, a equipe treinada por Chiquinho Viana recebeu elogios do goleiro cruzeirense.

“A gente veio preparado para as dificuldades. Treinamos aqui no gramado sabendo que no jogo são situações diferentes. Contra o Cruzeiro todo mundo quer jogar, você vê a vontade dos caras. Infelizmente a situação do gramado não ajuda a nossa equipe e nem a deles. Aí ficou um jogo mais físico. Tivemos algumas oportunidades, eles marcaram um gol em impedimento, infelizmente o juiz não deu a penalidade. Isso dificulta também, mas nós lutamos até o final, eles acharam o gol de empate depois vieram para o abafa”.

Adilson Batista recuou o Cruzeiro na reta final do segundo tempo, com as entradas do volante Pedro Bicalho e do zagueiro Arthur nos lugares do atacante Judivan e do meia Maurício. Depois da partida, o treinador explicou que foi induzido a reforçar o setor defensivo por causa dos vários lançamentos do São Raimundo.

“O adversário te induz a isso (recuar). Eu não joguei com regulamento. Eles estavam forçando, estavam tendo uma ligação e estávamos tendo dificuldades. Entrei no segundo tempo com Judivan, tivemos chances de fazer o segundo, o terceiro, criamos oportunidades, mas não fizemos (...) Não vejo problema em ter humildade e reconhecer que, depois, o adversário te colocou um pouco mais atrás”. (Superesportes)