Médico do Cruzeiro esclarece situação clínica de jogadores

Leo já faz trabalhos com bola e seu retorno ainda este ano
não está descartado 
Foto: BRUNO HADDAD

Como se não bastassem os problemas administrativos e o baixo desempenho em campo, o Cruzeiro tem convivido também com uma série de problemas físicos de atletas do elenco.

No empate em 0 a 0 com o Fluminense, nessa quarta-feira, no Mineirão, a expressão de dor do zagueiro Dedé ao executar alguns movimentos chamou a atenção. O comentarista Roger Flores chegou a dizer que, por experiência própria, podia afirmar que a feição do defensor era de quem estava jogando com dores, no sacrifício.

Sérgio Campolina, chefe do departamento médico do Cruzeiro, esclareceu a situação clínica de Dedé e de outros jogadores, O médico disse que o zagueiro Dedé tem uma lesão crônica, com a qual terá que conviver durante toda a carreira. O estado clínico do defensor é acompanhado de perto pelo clube.

"Sobre o Dedé, é sabido que ele tem uma alteração no joelho há um bom tempo. Como eu sempre digo em relação ao caso dele, não tem uma cura. A doença dele está lá, essas lesões têm caráter mais degenerativo e teoricamente só acabam quando a pessoa falece, quando morre. Temos que saber controlar a situação, para que isso não faça o atleta sofrer dor, mas também que não tenha influência muito grande no desempenho físico e esportivo dele", disse Sérgio Campolina.

Apesar de conviver com a lesão, o médico disse que em nenhum momento o zagueiro foi forçado a atuar no sacrifício. "Falar que ele está sofrendo... Sofrer acho meio pesado. Parece que a gente está colocando o atleta numa situação de risco para ele, e isso não acontece. Mas dizer que ele fica cem por cento sem dor para o desempenho esportivonão se pode afirmar", completou.

Outro que tem desfalcado o Cruzeiro é o zagueiro Leo, que sofreu uma fratura na clavícula, em setembro. Como o jogador vem apresentando boa recuperação pode retornar aos gramados ainda neste ano.

“Felizmente é uma fratura que não é de indicação cirúrgica imediata. É um atleta que é difícil segurar. Eu já o liberei para fazer atividade em campo, um aeróbico, toque de bola. Mas ele não pode ter contato, porque a fratura ainda não está consolidada. O Léo, felizmente, como tem essa característica biológica, está muito bem, muito à frente do normal de uma fratura de clavícula. Foi feito um exame de controle essa semana e o calo já está se formando com uma certa precocidade, por isso eu o libererei para fazer atividade de campo. Estou muito otimista. Não fechou o ano para ele”, projetou Sérgio Campolina.

O meia Rodriguinho passou por uma cirurgia na região lombar em julho e vinha se recuperando bem. Entretanto, no retorno aos treinos, apresentou dores e foi novamente avaliado. Após exames, o departamento médico chegou à conclusão de que ele deverá ser novamente operado.

“Ele vinha numa recuperação muito positiva, dentro do programado. Não se pulou nenhuma etapa, ele teve um desempenho muito adequado, praticamente todo o  tempo sem tomar medicação para dor. Na fase de integração ao grupo, ele sentiu uma dor importante na perna esquerda. Toda vez que ele finalizava um pouco mais forte, com mais energia no movimento, sentia dor rebote. Então ele foi encaminhado ao médico que fez a cirurgia na coluna, que fez as avaliações, exames físicos e de imagem. E observou uma alteração que era compatível com a queixa dele", disse o médico do Cruzeiro.

Sérgio Campolina esclareceu a situação e informou que a causa da nova cirurgia de Rodriguinho não tem relação com a primeira operação realizada

"Não voltou a hérnia, porque uma vez tratada, ela não volta. O exame de controle mostrou que houve total regressão da lesão. Infelizmente, ele teve um novo problema, e o cirurgião, discutindo comigo, com o atleta, com a fisioterapia, optou por fazer um procedimento local para minimizar o problema, que poderia ter uma consequência mais drástica se mantivesse a atividade”, disse o médico. (Superesportes)