Para jornalista, Croácia vive ressaca pós-Copa

Após o surpreendente resultado na Copa do Mundo, a Croácia teve uma noite para esquecer na terça-feira, quando enfrentou a Espanha, em Elche, pela Liga das Nações da Uefa, novo torneio de seleções da entidade europeia. Passada a goleada por 6 a 0, a pior derrota da história do futebol do país, consultamos a imprensa local, que, apesar do vice-campeonato na Copa do Mundo, não está muito confiante em relação ao que o time comandado pelo técnico Zlatko Dalic pode produzir.

Em seu primeiro jogo oficial desde a decisão da Copa contra a França, o comandante croata começou a ensaiar uma renovação em sua equipe, ciente de que parte dos atletas que foram longe na Rússia não terão condições de atuar no Catar. A formação escolhida para enfrentar os espanhóis fora de casa, no entanto, contou com a “espinha dorsal” utilizada no Mundial, incluindo Luka Modric, Rakitic, Perisic, Brozovic e Vida.

“Acho que hoje houve uma série de motivos para a Croácia perder. Primeiro, a Espanha estava incrivelmente forte e motivada. Segundo, a Croácia jogou sem Mandzukic, Corluka, Rebic, Kramaric e Subasic. Esses jogadores mais experientes poderiam fazer a diferença nesse tipo de jogo. Terceiro, tivemos algumas boas chances quando o jogo ainda estava 0 a 0, desperdiçamos todas elas, e a Espanha nos puniu. E, claro, há uma espécie de ressaca pós-Copa do Mundo”, disse Ivan Hodoba.

Desses desfalques citados por Ivan, Subasic e Manduzkic são dois dos que não têm chance de jogar mais uma Copa do Mundo, já que decidiram se aposentar da seleção após a campanha histórica na Rússia. Corluka, por sua vez, tem 32 anos, fato que restringe novas oportunidades do defensor na Vatreni, como é apelidado o time croata.  Já Kramaric e Rebic ficaram de fora da partida por problemas físicos, mas possuem idade suficiente para jogarem no Catar.

“O técnico tem que achar o equilíbrio e escolher os melhores jogadores, com algumas ideias renovadas. É crucial que ele experimente e encontre os jogadores certos o mais rápido possível, principalmente um lateral-esquerdo, um goleiro e um centroavante. Além disso, ele precisa aprender a lidar com o terrível ambiente que cerca a seleção, especialmente quando ela é brutalmente humilhada pela Espanha, porque, acredite, muitos querem o técnico fora da seleção hoje após a derrota”, prosseguiu o jornalista. (Gazeta Esportiva)