Presidente do Atlético explica negociação dos clubes para readequar salários

Sette Câmara defende readequação dos salários durante
a paralisação do calendário do futebol brasileiro
Foto: ALEXANDRE GUZANSHE

Com a paralisação do futebol brasileiro, os clubes ficaram sem importantes fontes de receitas: rendas de jogos, premiações e novos patrocínios. Para readequar os salários dos jogadores neste período de quarentena, há um movimento com mais de 30 clubes, incluindo o Atlético, em negociação com representantes dos atletas. O presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, explicou o andamento das tratativas. "Eu estava numa reunião virtual não só com os membros da Comissão Nacional de Clubes, mas vários outros presidentes da Série A, B e C. Nós estamos, através do Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, abrindo uma linha de negociação com o Sindicato dos Atletas, e óbvio que isso envolve todas as partes interessadas para ter um grande acordo. Não adianta imaginar que os clubes sem receita terão condições de honrar com as folhas sem que isso venha a impactar no restante do ano. Nós todos sabemos que a maioria esmagadora dos clubes do futebol brasileiro passa por dificuldades financeiras, e você deixar de ter receita e continuar a ter a despesa, que já é gerada todo mês, acaba de inviabilizar tudo. Então, nós temos todos que nos unir para tentar salvar o futebol brasileiro", destacou.

Sette Câmara disse que os clubes têm a intenção de horar os salários dos atletas, mas sem inviabilizar financeiramente os times. Uma das propostas prevê redução dos salários em 25% pelo tempo da paralisação e um período de férias para os jogadores. Posteriormente, o futebol brasileiro seria retomado com uma pré-temporada. (Superesportes)