Segunda Divisão do Mineiro começa com velhos conhecidos dos grandes clubes

Ídolo do Cruzeiro, o ex-atacante Roberto Gaúcho,
de 51 anos, comanda o União Luziense

Foto: Glaydston Rodrigues

Gramados irregulares, jogos em horários inadequados, estádios com pouco conforto para o torcedor. Longe das condições dos palcos da Copa do Mundo de 2014 e da Copa América deste ano, a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro continua sendo uma atração para o público do interior, mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelos clubes. A competição que se inicia neste sábado – serão oito partidas no fim de semana – terá, pela primeira vez, 16 equipes. Em campo, jogadores que já vestiram a camisa de times tradicionais e ex-atletas que se tornaram treinadores em busca de avançar na carreira.

Ídolo da torcida e vencedor de vários títulos pelo Cruzeiro nos anos 1990, o ex-atacante Roberto Gaúcho, de 51 anos, comanda o União Luziense, que desponta como um dos favoritos ao acesso. Depois de bater na trave com o Valério na temporada passada (foi eliminado nas semifinais pelo Athletic Club), ele tenta seu primeiro troféu à beira do gramado.

“É uma competição que não tem muita técnica. É muita força e a maioria dos jogos se decide em escanteios ou faltas nas laterais. Por isso, nos preocupamos em montar um time com defesa forte e um goleiro alto”, afirma o treinador, campeão das Copas do Brasil de 1993 e 1996 com o Cruzeiro.

Mesmo com limitação financeira, o União Luziense se esforçou para contratar o armador Éwerton Maradona, de 37 anos, revelado pelo Atlético, que disputará a Segunda Divisão estadual pela primeira vez. "Com a vivência no futebol, acabamos tendo um papel de líder do time. É um campeonato mais para jovens, por isso, temos uma responsabilidade a mais. É uma competição mais truncada, não tem a cadência da elite. Já joguei neste ano o Módulo I e o Módulo II, agora será a vez da Segunda.”

A equipe de Santa Luzia também tentou contratar o atacante Diego Clementino (ex-Cruzeiro), mas o jogador optou pelo futebol cearense.

O ex-goleiro Milagres (ex-América) é o treinador do Boston City, de Manhuaçu, fundado em 2016 e que tem como sócio o ex-armador Palhinha, que também atuou no Coelho. Milagres conhece bem a competição, pois já levou o Juventus de Minas Novas ao título e ao acesso ao Módulo II em 2005, um ano depois de encerrar a carreira como atleta. “O projeto do Boston ainda é novo, ainda faltam algumas coisas para que tenha andamento. Mas é algo natural. Vamos ver se dentro do objetivo do clube conseguimos dar sequência ao planejamento, brigando pelo acesso”, afirma Milagres.

O Boston conta com uma equipe jovem. No ataque, tem um velho conhecido do torcedor mineiro: o atacante Jônatas Obina, de 33, que ganhou notoriedade no estado pela boa participação no Mineiro de 2011, pelo América-TO, antes de ser contratado pelo Atlético. (SuperEsportes)