A caixa preta do BNDES

Os documentos com grau máximo de sigilo, considerados imprescindíveis à sociedade, de operações realizadas pelo BNDES podem complicar a vida do ex-governador e ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do governo Dilma, Fernando Pimentel (PT). Segundo informações de O Antagonista, Pimentel classificou todo lote de “cartas e correspondências oficiais” trocadas com governos estrangeiros, em relação a essas operações de crédito. A argumentação de Pimentel ao determinar o sigilo máximo foi que a divulgação dessas informações poderia “pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do país”. Falta agora, o BNDES divulgar o teor desses documentos.

 

Projeto evita que governo retenha recursos de municípios

Aprovado ontem pelos deputados estaduais mineiros projeto que visa impedir o governo de repetir as retenções de recursos dos municípios, como aconteceu no governo do petista Fernando Pimentel. A proposta, do deputado Hely Tarquínio, determina que a parte dos recursos arrecadados com o IPVA e o ICMS que é de direito dos municípios será repassada automaticamente para as respectivas prefeituras, sem passar pelo Caixa do Estado. Elas têm direito à metade do IPVA e 25% do ICMS. Além disso, em outro texto aprovado pelos deputados, 20% dos recursos arrecadados com o imposto sobre transmissão de causa mortis e doação, ICMS, IPVA e receitas da dívida ativa relativa a esses tributos, serão transferidos para o fundo da educação (Fundeb). O estado terá de divulgar mensalmente a arrecadação e as parcelas entregues a cada município.

 

Goleiro Bruno vai para o semiaberto após decisão da Justiça

Cumprindo pena no Presídio de Varginha, o goleiro Bruno Fernandes obteve, na noite da última quinta-feira (18), o direito à progressão para o regime semiaberto e pode ser solto a qualquer momento. A decisão é do desembargador Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal e as condições para o semiaberto foram traçadas pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais do município. O ofício foi enviado ao diretor do complexo penitenciário onde o atleta está e um alvará de soltura será expedido.

 

Bolsonaro não sabe onde cortar “uma merreca” no orçamento

 

O presidente Jair Bolsonaro (foto) afirmou nesse sábado que haverá um “novo corte” no Orçamento de R$ 2,5 bilhões. Segundo o presidente, o governo ainda está decidindo qual ministério terá suas despesas bloqueadas. “Estamos no sufoco queremos evitar que o governo pare, dado ao Orçamento nosso ser completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. O que deve acontecer, não quer dizer que vai acontecer. O novo corte agora é R$ 2,5 bilhões”, disse o presidente na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. O Orçamento já está sob forte contingenciamento de R$ 30 bilhões. Esse bloqueio é feito como medida para que o governo cumpra a meta fiscal ao fim do ano. Este ano, a meta permite rombo de até R$ 139 bilhões. “Uma merreca. Concorda que é uma merreca perto do orçamento trilionário nosso? É pouca coisa num Orçamento de trilhão. Dois bilhões e meio é pouco, o que estamos decidindo com a equipe econômica. Em vez de cortar de seis ou sete ministérios, todo mundo morrer, mata um ministério só. Estou sendo obrigado a decidir”, afirmou.

 

 

 

Ausência de Zema em evento de Turismo em MG chama atenção

Ninguém entendeu a ausência do governador Romeu Zema (Novo) ou de qualquer representante do governo mineiro na abertura oficial do Seminário Nacional de Governança de Turismo, realizado em Capitólio, Sul de Minas, nos dias 11, 12 e 13 de julho, organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com o apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM).

 

PDT tem longo histórico de expulsar parlamentares “infiéis”

A suspensão – e possível expulsão – de Tabata Amaral (SP) e outros sete deputados federais do PDT por serem a favor da reforma da Previdência é mais um capítulo num longo histórico que o partido tem de se livrar de dissidentes. Também foram expulsos ou suspensos do PDT seis deputados favoráveis ao impeachment de Dilma, em 2016, assim como em 1997, no caso do governador Dante de Oliveira (MT) e de quatro deputados favoráveis à PEC da reeleição de FHC (PSDB). O PDT nacional expulsou o senador Temário Mota (RR), em 2017, por ter votado pela PEC do Teto dos Gastos Públicos de Temer (MDB).