Algo de “nobre no reino do faz de conta”

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general da ativa Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política com o Congresso, vem se justificando, com acentuada frequência, com os colegas do Exército pela aproximação do Planalto com o Centrão. As mensagens têm como alvos os integrantes da turma de 1979 da Academia Militar das Agulhas Negras. General Ramos argumenta que o presidente Jair Bolsonaro precisa de uma base no Congresso, e oferece o seu testemunho de que não há corrupção no governo. Em suas mensagens, cifradas ou não, ele chega a dizer, enfaticamente que, por ele, não passa nada que não seja “republicano, legal e ético”. Infelizmente, se for verdade, essa aliança tem vida muito curta.

 

Eleições municipais no dia 6 de dezembro?

 

Ganha corpo no Congresso Nacional a realização da eleição municipal com 1º turno no dia 6 de dezembro. Segundo o Congresso em Foco, líderes partidários estariam negociando ao adiamento das eleições de outubro por causa da pandemia do novo coronavirus. Segundo a reportagem, na Câmara dos Deputados há quase unanimidade na escolha do dia 6 de dezembro para a realização das eleições. No Senado, haveria também um apoio expressivo pela escolha da data. A data também chegou a ser citada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e consta de uma proposta de Emenda da Constituição em tramitação no Senado. Maia chegou também a indicar o dia 15 de novembro como outra data possível. Enquanto isto, o tempo corre sem uma definição, aumentando a aflição de prefeitos que pretendem se candidatar à reeleição.

 

 

 

Zema libera emendas parlamentares

 

O deputado Carlos Pimenta informou aos seus colegas deputados estaduais que o governador Romeu Zema começará a pagar as emendas parlamentares que foram remanejadas para o combate ao covid-19. Carlos Pimenta também falou da atuação do presidente da Assembleia Legislativa para garantir a liberação dos recursos, que vão direto para as suas bases eleitorais.

 

É hora de pacificação dos espíritos

 

As declarações polêmicas de aliados do presidente Jair Bolsonaro, o clima tenso dos últimos dias, trocas em posições chaves na Polícia Federal e a operação envolvendo busca no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), para a alegria de Bolsonaro, assustaram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele mesmo alvo de ataques de bolsonaristas e de uma nada discreta operação para frustrar a sua tentativa de mais um mandato na presidência da Casa, o levaram a fazer um contundente discurso na abertura da sessão de ontem. Para Rodrigo Maia (foto), o momento é de pacificação dos espíritos: “É hora de todos nós elevarmos o nível do nosso entendimento, das nossas palavras e de nossas ações para nos tornarmos dignos de liderar o povo brasileiro. Senti necessidade imperiosa de falar nesse tom”.

 

Pesquisa: governo e Congresso trabalham mal, para mais da metade dos brasileiros

 

Levantamento exclusivo do instituto Orbis para o site Diário do Poder e esta coluna revela que a população está insatisfeita com a atuação das autoridades da República. A avaliação do governo Jair Bolsonaro é “ruim ou péssima” para 52%, enquanto 50,7% classificam o Congresso da mesma forma. A avaliação do governo é “bom ou ótimo” para 29,8% e regular para 15%. Já o Congresso é bom ou ótimo para apenas 5,8%. . A administração estadual tem a melhor avaliação entre as esferas de governo: 30,3% (bom ou ótimo) contra 29,3% (ruim ou péssimo). O desempenho do Poder Legislativo é “regular” para 37,9% dos entrevistados. Já governos estaduais são “regulares” para 38,8%. Homens estão mais seguros na manutenção do emprego. Para 33,7% deles é grande a chance de ficar empregado. Para elas, são 25,2%.

 

Ricardo Salles de fora do comitê orientador do Fundo Amazônia

 

Após uma conversa ontem com os embaixadores da Alemanha e da Noruega, o vice-presidente Hamilton Mourão, decidiu retirar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, da presidência do comitê orientador do Fundo Amazônia. Mourão quer reativar as doações da Noruega e Alemanha para ações ambientais no Brasil. O colegiado havia sido extinto pelo governo Bolsonaro em abril de 2019, o que provocou uma disputa com os dois principais doadores e resultou na paralisação do fundo – para o qual os noruegueses já transferiram R$3,1 bilhões e os alemães, R$192 milhões.