Eleição será secreta e um convite à traição

A votação para escolha do presidente da Câmara dos Deputados será secreta. A decisão foi tomada ontem pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por entender que as decisões internas de um Poder da República devem ser resguardadas da interferência de outro Poder. Como diziam as velhas raposas políticas mineiras, o “voto secreto é um convite à traição”. A eleição para escolha da nova presidência da Câmara e do Senado está marcada para o dia 1º de fevereiro.

 

Ferrovias e rodovias com a iniciativa privada

 

Pelo menos 25 projetos iniciados no governo Temer serão repassados para a iniciativa privada, com prioridade para os de ferrovias e rodovias. A informação é do secretário especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos. Os projetos serão analisados junto ao BNDES em fevereiro. São ao todo 70 projetos qualificados para entrar nesse processo, com previsão de investimentos de até R$113,6 bilhões.

 

Os constrangimentos do filho do general

 

Os colegas do filho do general Hamilton Mourão não engoliram as desculpas apresentadas pelo vice-presidente para justificar a promoção de Antônio Mourão a assessor especial no Banco do Brasil. Nos comunicados internos entre os servidores do BB, alguns alegam ter mais qualificação e cursos no currículo do que o apresentado por Antônio Rossell Mourão e não foram promovidos. Cobram do governo de Jair Bolsonaro a transparência, eficiência e honradez defendidas por ele durante a campanha eleitoral. O general, a exemplo do que ocorria na campanha eleitoral, continua causando constrangimentos a Bolsonaro.

 

Mudanças no PSDB em discussão

 

A mudança no comando do PSDB foi o assunto do almoço entre o governador de São Paulo, João Doria, e o ex-governador e atual presidente nacional na legenda, Geraldo Alckmin. Doria tem defendido mudanças na condução do partido, que para ele, tem que estar sintonizado com o novo Brasil e precisa deixar de pensar pequeno e ter coragem de mudar.

 

Oitenta anos de cadeia para Geddel

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação do ex-ministro e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB-BA) a 80 anos de prisão por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PGR pediu, ainda, que seja mantida a prisão preventiva do político até o julgamento do caso. Geddel está preso desde oito de setembro do ano passado. A manifestação foi feita em alegações finais enviadas ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira. A procuradora também reiterou pedido para que o deputado federal Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, e o empresário Luiz Fernando Machado sejam condenados pelos mesmos crimes. Para Lúcio, ela pediu 48 anos e seis meses de prisão. Ele não conseguiu se reeleger nas últimas eleições. Para empresário, 26 anos.

 

Bolsonaro comemora desempenho da bolsa de valores

 

O presidente Jair Bolsonaro comemorou o espetacular desempenho da Bolsa de Valores, que atingiu na quarta-feira, sua máxima histórica. Ele reagiu, por meio da conta pessoal, no Twitter. “A Bolsa de valores atingiu mais uma máxima histórica. O cenário mundial somou-se ao otimismo no Brasil com o novo governo”. De acordo com Bolsonaro, a confiança na economia brasileira será resgatada. “Com saúde fiscal e liberdade econômica, vamos resgatar a confiança em nosso país”. O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, fechou ontem novamente em alta, batendo novo recorde nominal. O indicador fechou em 93.613 pontos, alta de 1,72%.