Ministro Rogério Marinho ‘oferece outra face’ e Paulo Guedes bate de novo

Apesar dos gestos de concórdia do ministro Rogério Marinho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, continua adotando uma atitude hostil em relação ao titular do Desenvolvimento Regional. Foi de Marinho, por exemplo, a iniciativa de bancar o nome de Vitor Eduardo de Almeida Saback, chefe da assessoria parlamentar do Ministério da Economia, para uma ambicionada diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA). O novo diretor da ANA foi premiado por sua dedicação às causas de Paulo Guedes no Congresso. Ele fazia o corpo-a-corpo, no plenário. Em “retribuição”, o ministro Paulo Guedes retirou a chancela de Rogério Marinho para compor o conselho fiscal do Sesc.

 

 

Zema vai à Brasília buscar recursos para Minas Gerais

 

O governador Zema cumpriu uma extensa agenda em Brasília, com o objetivo de buscar recursos para Minas Gerais. O governador ainda não sabe, por exemplo, de onde vai tirar o dinheiro para quitar o 13º salário do funcionalismo público do estado. Na conversa com o presidente Jair Bolsonaro e Zema trataram da privatização da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Zema disse que “o presidente deixou mais uma vez claro que quer que esse direito de mineração fique no Brasil. Não quer que estrangeiros tenham propriedade da mina desse mineral estratégico, e mostrou-se empenhado para que o BNDES venha a adquirir parte desse ativo.

 

 

 

Autonomia do Banco Central

 

A semana será de negociações em torno da votação da proposta de autonomia do Banco Central, prevista para o dia 3 de novembro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi pressionado a colocar o assunto na pauta. A autonomia de BC é uma pauta antiga e que ganha força no Congresso Nacional sob a principal argumentação de que é preciso evitar que o Banco seja manipulado para fins políticos. A proposta prevê que os presidentes da instituição sejam indicados pelo Executivo e confirmados pelo Congresso no meio dos mandatos do Executivo federal, adquirindo a partir daí um mandato fixo de quatro anos, não coincidente com as eleições. Para demitir a presidência do Banco Central, o Executivo precisaria da autorização do Congresso. Fundado em 1964, o Banco Central é uma autarquia autônoma, ou seja, uma entidade que realiza suas funções com autonomia, sem ter subordinação a outro órgão do Poder Público. O BC é responsável por garantir a estabilidade econômica do Brasil, através da manutenção do poder de compra da moeda e de regulamentar o sistema financeiro.

 

Os problemas causados pelos ideólogos no governo

 

Os membros da ala ideológica deram uma trégua em relação aos ataques aos militares que estão no governo, mas as agressões estão longe de ter um fim. Estimulados pelo guru do presidente Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, o grupo ficou irritado desde que ministros ligados ao presidente fecharam o acordo com o Centrão para garantir uma base de sustentação do governo no Congresso Nacional. O apoio de Bolsonaro ao ministro Luiz Eduardo Ramos e as declarações públicas dos presidentes da Câmara e do Senado e líderes do Centrão, além de ministros do STF em apoio a Ramos foram um reforço a mais. A pausa é em nome da governabilidade, da sobrevivência política, mas “já” a pancadaria volta.

 

Bolsonaro não quer Justiça decidindo sobre vacina da Covid-19

 

O presidente Jair Bolsonaro não gosta de ser contestado, principalmente pela Justiça. Ele ficou irritado com a judicialização da aplicação da vacina contra a Covid-19. Para ele, não cabe a um juiz determinar se alguém deve ou não ser imunizado. A polêmica foi causada após a declaração de Bolsonaro de que não comprará as vacinas e não vai torná-las obrigatória. Segundo ele, “O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, atropelar e comprar dessa ou daquela, sem nenhuma comprovação ainda”. E completou que “a gente aguarda, logicamente, para melhor falar sobre isso, a publicação disso numa revista científica”. Os partidos PDT, Rede Sustentabilidade e PTB ingressaram com ações para que o STF atue sobre o tema.

 

Mexeu com um, mexeu com todos

 

O vice-presidente Hamilton Mourão, que é militar, parece ser do tipo que “mexeu com um, mexeu com todos”. Ele não incluiu o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na comitiva que vai levar embaixadores de países da América do Sul e da Europa Ocidental até a região amazônica, na próxima semana. Entre os ministros convidados estão Tereza Cristina, da Agricultura e Fernando Silva, da Defesa. A expedição está marcada para ocorrer entre quatro e seis de novembro. Dentro do avião do vice-presidente, estarão 12 embaixadores e encarregados de embaixadas. Entre as confirmações, há representantes de países como Espanha, Reino Unido, França, Colômbia e Peru. Também aparecem na lista, Suécia, Alemanha, África do Sul, Canadá e Portugal.