O segredo do cafezinho mineiro

Por trás de cada xícara fumegante, a tradição da cafeicultura mineira se soma ao incansável trabalho de pesquisa, inovação, qualidade e responsabilidade social, econômica e ambiental.

Lavouras com boa produtividade, fazendas que empregam grande quantidade de mão-de-obra, produção de cafés finos e campeões de Concursos de Qualidade são características da atividade no Estado. Terrenos montanhosos, onde a colheita é predominantemente manual, respondem por cerca de 60% da cafeicultura mineira, gerando emprego e renda.

Se Minas fosse um país, seria o maior produtor mundial de café. Em 2015, o estado foi responsável por produzir 22,3 milhões de sacas, o que representa 51,6% da produção nacional e 15,5% do total mundial. É como se, em cada seis xícaras de café consumidas no mundo, uma tivesse saído de lavoura mineira. O café é cultivado em 531 dos 853 municípios do Estado (62%), sendo a principal atividade econômica na maioria deles.

Anualmente, são abertos em Minas mais de 150 mil postos formais de trabalho durante o período da colheita, com grande contribuição para demais atividades econômicas. Mais de quatro milhões de mineiros dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para seu sustento, o que mostra sua importância não apenas econômica, mas também social.

Representante dos produtores rurais mineiros, o Sistema Faemg atua junto aos sindicatos e os cafeicultores, atendendo demandas do setor e estudando medidas estruturantes e emergenciais para o desenvolvimento sustentável da cafeicultura no Estado. Atua também em projetos específicos para promoção dos cafés, registro de Indicações Geográficas e valorização dos grãos produzidos em Minas.

O Senar Minas, entidade que integra o Sistema, capacita anualmente 220 mil pessoas em uma média de 13 mil cursos. Nos últimos dez anos, realizou 2,4 mil treinamentos específicos da atividade cafeeira, preparando 30 mil trabalhadores. Estão compreendidos aí cursos como cultivo convencional ou orgânico do café, preparo do grão pós-colheita, tratos culturais, manejo integrado de pragas e doenças, nutrição do cafeeiro e segurança no trabalho, com uma carga horária total de quase 64 mil horas de conteúdo.

Também são oferecidos diversos outros treinamentos que se aplicam diretamente à atividade, como aplicação de defensivos, manutenção e operação de colheitadoras, além de dezenas de outros cursos e atividades educativas de promoção social, favorecendo, assim, uma melhor qualidade de vida e participação na comunidade rural.

Nestes quase três séculos de cultivo do café no Brasil, foram muitos os avanços e conquistas dos cafeicultores mineiros, entidades de pesquisa e de suporte ao setor, que se refletem em maior volume de produção, mais produtividade e maior qualidade. Com muito trabalho e gestão eficiente, o produtor investe em grãos de alta qualidade e processos baseados no tripé da sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Os procedimentos seguem normas de qualidade para que seja mantida a posição de liderança em praticamente todos os grandes mercados consumidores internacionais. Para isso, contamos com muita tecnologia e controle rígido de segurança em questões como a utilização de defensivos agrícolas e respeito às leis ambientais e trabalhistas. O grão brasileiro atende, com louvor, mesmo às mais altas exigências mundiais. E o que é mais importante: o paladar de milhões de apaixonados pelo nosso cafezinho.