Rodrigo Maia sem a sombra de Lorenzoni

Rodrigo Maia inicia a discussão da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados sem a sombra do ministro Onyx Lorenzoni. Maia resiste à participação de Lorenzoni nas negociações e, pelo menos nesse início do processo, não precisará lidar com ele. Onyx estará em viagem para a Antártica e retorna na quarta-feira. A articulação política entre o Palácio do Planalto e a Câmara ficará a cargo da deputada Joice Hasselmann, o que não significa que a conversa será tranquila. A parlamentar, em seu primeiro mandato, já deu sinais de que tem temperamento forte.

 

Voto de deputados novatos é uma incógnita

O otimismo do ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação à votação da reforma da Previdência não é unanime no Congresso Nacional. O voto dos novos deputados ainda é uma incógnita e é difícil apostar em um cenário como está fazendo o governo, no entendimento do petista Patrus Ananias. O trabalho terá que ser parlamentar por parlamentar, conversar muito para mostrar a importância da sua aprovação. Mesmo porque, ninguém quer perder privilégios, como servidores que recebem altos salários e são esses, justamente, o que tem mais poder de pressão e que evitaram as mudanças nos governos anteriores, inclusive do PT.

 

Folha de inativos já é maior que ativos nos estados

Os gastos dos estados com os servidores aposentados passaram de 49,3% em 2017 para 50,2% em 2018, segundo dados do Tesouro Nacional. Isso significa que os governos estão gastando mais com servidores inativos do que com os ativos. Em 17 estados os gastos com despesas de pessoal e encargos sociais representaram mais de 60% dos gastos totais de 2017. No Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo, os estados que estão com situação financeira mais crítica, a folha de inativos é maior do que os servidores na ativa. O governo de Minas negocia com o governo federal para tentar equilibrar as suas contas.

 

Reforma administrativa parada na Assembleia Legislativa

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Humberto (PSDB), inicia a semana reunindo deputados e os responsáveis no governo pela reforma administrativa. Mas antes terá que resolver a insatisfação dos deputados, que reclamam dos muitos petistas que ainda ocupam cargos no governo. O governo depende da aprovação dos deputados para reduzir os gastos do estado. A proposta é a de reduzir de 21 para 12 secretarias. Alguns vetos estão emperrando a pauta, mas dependendo da boa vontade dos parlamentares, o assunto pode ser resolvido rapidamente.

 

Doria intensifica seus projetos para São Paulo

João Doria está apostando na livre-iniciativa e parcerias para a melhoria da qualidade dos serviços em São Paulo. Além disso, ele quer finalizar as obras que estão paralisadas no estado, e garantiu que a polêmica obra da Linha 15 será retomada imediatamente. Outro recado que o governador de São Paulo está enviando para o mercado é que em breve ele pretende realizar leilões em diversas áreas, inclusive no fundo imobiliário. Ontem, no entanto, ele fez uma pausa nos seus projetos para ver de perto os estragos causados pelas fortes chuvas no estado.

 

Damares, a ministra do azul e cor de rosa, é defendida por Bolsonaro.

“A ministra Damares Alves está empenhada em desfazer os malfeitos de gestões anteriores, prezando por respeito e responsabilidade com o brasileiro. A integração dos índios em nossa sociedade faz parte desse processo”, escreveu. O presidente divulgou, junto com o texto, um vídeo com um trecho sobre a fala de Damares na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. Na gravação, ela afirma que os convênios da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) com entidades e organizações não governamentais (ONGs) estão sendo revistos e que um repasse de cerca de R$44 milhões a uma organização que desenvolveria um sistema de criptomoedas para indígenas foi suspenso. No vídeo, Damares diz ainda que os povos indígenas precisam ser mais bem acolhidos. “Políticas públicas não estão chegando a todos os povos. Vamos precisar entender o que está acontecendo, porque a FUNAI tem dinheiro”, afirmou a ministra.