Vale a pena voltar a trás?

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e a todos nós foi dada a capacidade de decidir.  Escolhemos os nossos governantes, nossa profissão, com quem vamos nos casar, onde residirmos... A única coisa que não fomos chamados a decidir é sobre nascer e morrer (I Samuel 2:6).  

Fazer escolhas é uma dádiva que Deus nos concedeu. Temos a liberdade de deliberarmos sobre quase tudo, inclusive sobre a salvação da nossa alma, uma iniciativa divina, mas, que precisa ser aceita pelo ser humano. Em qualquer área da vida, seja física, terrena ou espiritual, quando decidimos de maneira impensada ou errada, sofremos consequências terríveis.

O Evangelho de Lucas (cap:15) nos mostra a narrativa de um filho que apesar de ter tudo em seu lar, resolve sair de casa e ir para um lugar distante, bem longe do pai e de seu irmão. Talvez tenha pensado que num lugar distante, pudesse encontrar realização pessoal e ser mais feliz. Pede ao pai a sua herança, ajunta todos os seus pertences e parte.

Distante do pai, sem o amor paterno, sem aquele ombro amigo, sem alguém para lhe dar bons conselhos, cai na desgraça, desperdiça toda sua herança e é obrigado a se submeter a um serviço humilhante: cuidar de porcos para sobreviver. Humilhante, porque para o judeu os porcos eram o pior tipo de animal imundo!

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso...” (Jeremias 17:9). Confiar somente em nossos sentimentos é muito perigoso. Devemos evitar decidir sozinhos. Consultar ao Pai do Céu e pedir conselhos ao nosso pai terreno ou a outra pessoa de nossa confiança é demonstração de sabedoria, pois as decisões erradas sejam grandes ou pequenas, podem nos conduzir a terríveis sofrimentos. É bom lembrarmos que muito do que sofremos hoje são consequências de escolhas erradas do passado.

Uma decisão impensada ou errada só pode ser corrigida com outra decisão que seja tomada sob a profunda certeza de erro, ou de pecado que se cometeu. Pedir perdão a Deus, a nosso pai terreno e a todos aqueles que foram prejudicados é necessário.                            Disposto a viver em submissão e obediência, o filho decide voltar à casa de seu pai, decidido a confessar o erro cometido: “Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho... (Lucas 15:18).

Sempre vale a pena voltar atrás, para reconhecer o erro e se humilhar. Só assim é possível reconstruir o que foi destruído e recuperar o que se perdeu.