Campanha iniciada com candidatos preocupados com fundo partidário

O candidato Guilherme Guimarães

A campanha para as eleições deste ano em Montes Claros foram iniciadas no domingo de forma tímida, com 569 políticos registrados oficialmente para a disputa, sendo oito candidatos a prefeito, oito candidatos a vice-prefeito e 553 candidatos a vereadores para disputar as 23 vagas na Câmara Municipal. Essa é considerada a campanha mais fria dos últimos 38 anos na cidade, por dois fatores: a pandemia Coronavírus afastou os candidatos dos eleitores, assim como os indicadores apontam o risco de ser definida no primeiro turno. Os partidos se preocuparam em cumprir o prazo fixado pela Justiça Eleitoral para encaminhar toda documentação dos candidatos. O prazo encerrou no sábado. Os bancos pediram até a próxima quarta-feira para abrirem as contas dos candidatos nas eleições deste ano. Porém, o grande drama tem sido mesmo os recursos financeiros. Vários partidos aguardavam o repasse do Fundo Partidário, o que não foi liberado ainda, deixando muitos candidatos preocupados. No sábado o engenheiro Guilherme Guimarães, do PSL e candidato a vice-prefeito na chapa de Humberto Souto, se reuniu com o general Mário Lúcio Araújo, secretário estadual de Segurança Pública e Justiça, em Montes Claros, no Espaço “Era do Gelo”, acompanhado de lideranças bolsonaristas. Guilherme alega que foi apenas uma visita pessoal, pois não conhecia pessoalmente o general, único montes-clarense com essa patente. O candidato a vice-prefeito observa que a agenda política e eleitoral é fixada pelo prefeito Humberto Souto. Também ontem o PSB divulgou esclarecimentos onde informa que em nenhum momento o empresário Mattson Malveira que era candidato a vice-prefeito foi vítima de alguma articulação para impedir ser candidato, mas ficou constatado que no dia 7 de junho de 2018 o juiz Fausto Geraldo Ferreira, da 317ª zona eleitoral, expediu mandado para ele devolver aos cofres públicos o valor de R$20.728,00, por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em razão da falta de prestação de contas de R$ 20 mil que recebeu do Fundo Partidário para a campanha de 2016. Mattson esclareceu que o seu advogado perdeu prazo, mas tem até janeiro para cumprir a ordem judicial e, por isso, não está condenado, podendo ser candidato e inclusive tem as certidões. As coligações registradas são “Pra Frente Sempre” (Cidadania, MDB, PDT, PSC, PSD, PSL, DEM, PSDB, Rede e Solidariedade), com Humberto Souto (Cidadania) para prefeito e Guilherme Guimarães (PSL). Coligação “Juntos Podemos Mais” (Avante, PP e Republicanos) com Ruy Muniz (PP) prefeito e Ildeu Maia (PP) de vice. Coligação “Por uma Montes Claros que Vale” com Idelfonso José Leite (PMB) de prefeito e Davidson Patrick (PMB) de vice. Coligação “Coragem, Honestidade e Renovação” com Emerson Guimarães (PV) e Antônia Elisete Tonha (PV) de vice. Tem ainda Coligação “Montes Claros Acima de Tudo” (Podemos e PROS) tem Silvano Tolentino Câmara (Podemos) como prefeito e João Afonso Maia (Podemos) de vice. Coligação “A Mudança Vem do povo”, (PCdoB, PL e PT) com Leninha Souza (PT) e Sued Kennedy Parrela Botelho (PT). Janaelle Neri (PSOL) formou chapa Alexandre Zuba do PSOL e Marcelo Valmor (PTC) e Delazir Ribeiro (PTC) formaram outra chapa. (GA)