Candidatos aumentaram o patrimônio em quatro anos

a candidata Leninha

A declaração dos bens patrimoniais dos candidatos a prefeito de Montes Claros mostrou que eles tiveram aumento nessa área. Se comparada a declaração das eleições de prefeito de 2016 e 2020, Humberto Souto saiu de R$ 3.505.887,6 em 2016 para R$ 4.295.517,45 em 2020. O ex-prefeito Ruy Muniz deu um saldo ainda maior, pois saiu de R$ 1.706.554,21 em 2016 para R$ 156.704.967,63 em 2020, com um aumento de R$ 155 milhões. A candidata Leninha Souza, que disputou a eleição de 2020 na reta final, em substituição a Sued Kennedy, não tem declaração de patrimônio no ano de 2016, no Site do TSE. Porém em 2018, quando disputou e foi eleita deputada estadual, declarou R$ 93.562,44 e nas eleições desse ano, pulou para R$ 231.608,56.

Os bens declarados pelos candidatos mostram algumas curiosidades: Humberto Souto tem lotes declarados de aproximadamente R$ 8,5 mil, quando o valor real deles é de R$ 150 mil a R$ 300 mil cada. Como a declaração tem de ser a mesma da Receita Federal, se declara o valor de quando adquiriu o imóvel. No caso de Ruy Muniz, a principal diferença em sua declaração é aquisição de cotas da Soebras, no valor de R$ R$ 154.525.211,00.

Os outros candidatos a prefeito que declararam os bens são Emerson Guimarães (PV), com R$ 354.082,07 e que demonstra queda de bens, pois em 2018, quando foi candidato a deputado federal declarou ter bens que somam R$ 559.852,11. O candidato Idelfonso José (PMB) declarou bens de R$ 216.000,00 e  Silvano Tolentino (Podemos), com  R$ 5.324.843,00. Os candidatos Janaelle Neri (PSOL) e Marcelo Valmor (PTC) não declararam  bens.  Entre os candidatos, há quem declare não possuir nenhum bem, nem em conta bancária. (GA)