Educadora alerta sobre a alta dos preços do material escolar

A vereadora Maria Helena Lopes (PPL) lembrou que com início do ano escolar, a compra de material promete ser o grande vilão. A educadora destacou que a (ABFIAE), que é uma empresa que baseia os preços, os produtos poderão ficar até 30% mais caro.

Segundo a ABFIAE, os principais motivos para o aumento são: inflação, preço dos insumos e disparada do dólar. Lembra Maria Helena que os dados da Associação preveem que produtos fabricados no Brasil possam ter aumento de até 12%, enquanto os importados, de 20% a 30%.

Em Minas Gerais, o aumento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, promovido pelo Governo Estadual por meio de Decreto, também refletirá aumento nos materiais escolares, e em outros produtos.

“O aumento já entrou em vigor em janeiro e exige dos pais pesquisar muito, uma vez que os preços variam de 10 a 300%”. Ainda de acordo com Maria Helena, que sempre batalhou por melhorias para a área da educação, esse aumento é exorbitante.

“Sabemos que a educação dos filhos é prioridade, no entanto, a lista de material tem se tornado um grande pesadelo do orçamento familiar do início do ano, que vem acompanhado das despesas com IPVA, IPTU, férias e cartão de crédito das compras de Natal”.

Outro dado que assusta é em relação à variação dos preços dos produtos escolares, por isso, a secretaria aconselha aos pais e responsáveis a pesquisar bastante e antecipar a compra do material.

“É possível conseguir, inclusive, produtos que os lojistas ainda têm no estoque, comprados antes da disparada do dólar, porém, é fundamental explicar aos filhos a crise econômica pela qual o país está passando e, assim, incentivá-los a escolher os mais baratos”, alertou Maria Helena, citando, como exemplo, os produtos com temas variados.

A indústria vem sendo fortemente impactada pelo aumento do dólar, e, com isso, o mercado continuará sofrendo essa pressão, e os lojistas passarão os reajustes ao consumidor. “Percebemos que a educação tem sido abordada, principalmente, nas propagandas do Governo, como prioritária, no entanto, a prática nos revela o contrário”, lamentou a educadora.